Se

Se fechar os olhos agora, verei os seus, junto daquele azul que você mergulhou. Se eu calar a voz do mundo ao meu redor, ouvirei a sua, me pedindo pra acompanhá-lo naquele infinito degradê. Seria uma eternidade de culpa não sentida se conseguisse não lembrar por toda uma hora daquilo que não fiz. Eu não evitaria o azul, eu não temeria o silêncio. Se eu fosse outro, seria seu. Se eu fosse outro, seriamos nós, e essas palavras seriam nada, o silencio seria dó ou sol, seriamos um, e com o tempo seriamos vários. Se a certeza não fosse maior que eu, se não soubéssemos que o fim é o fim de nós, seriamos tudo. Seriamos todo. Tempo, calor, espaço, voz e suor. Seriamos maior que o obvio, se ele não fosse maior que nós. Seriamos distancia curta, viajem rápida, tempo pouco, riso largo. Talvez fossemos chuva, talvez dias nublados. Mas seria minha a voz que te conta histórias, e ainda seria minha a mão que te escreve cartas. Seria o absurdo, o raro, o comum. Seria minha crença. Seria mais, se não fosse só eu
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