Liberdade

“Temos a liberdade de escolha até fazer a escolha”. Essa foi uma daquelas frases que te deixam sem ação, que ouvi no primeiro dos cafés filosóficos que espero e quero continuar a ter com meus amigos.

Liberdade foi o mais recente tópico pelo qual topei nas minhas recentes leituras de filosofia, e como eu não poderia deixar de me permitir ser levado pelo fluxo de pensamentos, comecei a filosofar eu mesmo sobre o assunto e o que o tema me faz sentir. Sou uma pessoa livre, claro, excluindo os detentos da equação quem hoje em dia não o é? Mas livre até qual ponto? A liberdade está sempre limitada a um conjunto de opções, a uma mão de cartas da qual você é livre para sacar uma mas nunca poderá escolher o “lenço no bolso da frente da camisa de quem oferece a mão de cartas”. Além disso, como na frase do início do texto, uma vez que você escolheu a carta você deve arcar com a escolha, mas por que? Essa frase me está sendo difícil de digerir ainda agora.

Liberdade para mim está associada a não olhar para trás, estar sem laços que te façam questionar as decisões ou muitas vezes a simples possibilidade da decisão. “Mas e se, e se..”, não, não importa mais.

Se assim como a felicidade a liberdade for um estado de espírito, sentir-se livre tem direta relação com a confiança e disposição em fazer (seja o que for), minha sugestão é que nessas horas as escolhas remetam uma evolução, de outra forma você continuará preso as mesmas possibilidades. Se algo está atrás é porque não volta mais. Deixe ser, questionar-se sobre o que acontece ou não é o que mais nos tira a liberdade, a verdade vos libertará.

“Be water my friend” — Bruce Lee