Bem

Sempre, quando me perguntam, eu digo que to bem. E não é que eu não esteja, mas é que ela me vem. Como um segredo criminoso que me trava a espontaneidade, ela me entra na cabeça em forma de saudade e rouba toda a sinceridade desse bem. E não é que seja falsidade, ou preguiça da verdade, mas é que o bem era tão melhor quando ela era realidade. Então, agora que é desilusão, se alguém me pergunta “como você tá?”, sou eu quem desando a pensar, se aqui ou em outro lugar, um dia estarei bem, sem meu bem. Porque por enquanto, me ponha em qualquer canto, basta escutar um bem, de mim mesmo ou de alguém, que me dou a sentir saudade, de meu bem.

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