AUTOCRÍTICA#2: INTOLERÂNCIA

As pessoas de esquerda estão acostumadas com uma hegemonia de suas ideias em diversos campos de discussão, como nas faculdades de humanas e nos nossos próprios feeds de nossas redes sociais. Porém a cegueira atual, na qual o comportamento é de torcida de futebol nos indica a necessidade urgente de falarmos sobre intolerância.

Primeiramente quero deixar claro que meu público alvo aqui é as pessoas de esquerda, quero ajudar com esses textos aumentar a consciência e a reflexão deste campo político nesse momento de crise, por tanto para mim não entra em questão o comportamento da direita.

Toda unanimidade é burra, unanimidade de facebook é artificial e só serve pra você enganar a si mesmo. Ninguém é obrigado a conviver com coisas que discorda na rede social, mas não sejamos ingênuos, nunca use sua realidade específica para medir o mundo.

Nós dessa esquerda que girou em torno do PT por muito tempo cultivamos inimigos, chegou a hora de repensarmos essa lógica. Os adversários não são inimigos, claro que há coisas inaceitáveis, mas devemos odiar o pecado e não o pecador. Queimar o Judas do Cunha não nos faz melhor do que quem espanca o Judas do Lula.

Precisamos mais do que nunca ouvir o outro. Suas críticas e seus sentimentos sejam os outros um evangélico, um dono de uma empresa, o maior produtor de soja do país, etc…

Não quero aqui apontar culpados, mas os muros que dividem nossa sociedade precisão ser derrubados, provavelmente não será a ponte para o futuro do Temer que irá nos unir novamente, mas a esquerda precisa urgentemente pensar uma estratégia de reunião nacional se quiser ter relevância hegemonia de novo.