Me-re-ci-men-to


A transição entre técnico de clube e de seleção é mais complicado para treinador que não teve vivência de seleção como jogador.

Apesar de ser basicamente o mesmo cargo, a função é outra. O nível de exigência muda. E a aceitação também é bem diferente. Há certos nomes que algumas praças entendem e outras abominam. O que não acontece no ambiente regional, quando se convive com a mesma linha de opinião todos os dias.

A primeira convocação do Tite foi bastante apoiada em conquistas individuais dele, como a do Inter de 2009 e as mais recentes com o Corinthians, que são os pontos mais marcantes na carreira dele, além do Grêmio de 2002, mas desse aí não da para chamar mais ninguém.

O problema é que Giuliano e Taison, por exemplo, são lembranças de 2009. E já se passaram sete anos.

Paulinho, Renato e Gil estão no futebol chinês. Paulinho já há mais tempo, também como exemplo.

Tite vai maturar a convocação, tal qual Felipão, que começou a seleção do penta com Eduardo Costa e Tinga de volantes.

Pesa por um lado a maturação acontecer no meio da preparação. Fosse no começo, após os 7x1, hoje a provavelmente a convocação dele seria outra.

Por outro lado o novo ambiente que a medalha de ouro traz deve impulsionar o time. Além de ser bem positivo começar o trabalho sem ter ninguém com saudade do antecessor.

Três fatores devem levar Tite ao caminho da maturação. A orientação de profissionais competentes (Tite tem um grande assessor de imprensa) e a pressão da opinião pública e, por fim, a própria análise que ele vai desenvolver da nova realiade.

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