Privatização de empresas estatais: o dilema no Brasil

Guilherme Cunha
Nov 6 · 3 min read

Muito se discute sobre o embate entre privatização e estatização, essa discussão se torna ainda mais evidente diante do cenário de polarização ideológica em que o país se encontra. Apesar de o tema ter retomado com mais intensidade nas eleições de 2018, a privatização não é novidade no Brasil. Esse processo ocorre em território brasileiro desde a década de 1980, se intensificando na década de 90 e com destaque no Governo FHC. Essa expansão na década de 90 é resultado do Consenso de Washington, que ocorreu em 1989, o evento em questão foi caracterizado pela pressão internacional de que os países em desenvolvimento adotassem a práticas neoliberais. As privatizações de mais de 100 empresas durante esse período renderam a receita 95 bilhões de dólares, o equivalente a 143 bilhões de dólares corrigidos aos valores de 2013.

As empresas estatais nasceram com o Governo Vargas, a grande estatal Petrobras, causadora de polêmicas, foi criada nessa época. Com o decorrer dos governos que sucederam Vargas, a criação de estatais foi progredindo, se destacando durante a Ditadura Militar, Governo FHC e Governo Lula. A pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que o Brasil é o país com mais estatais em parâmetro global, possuindo mais de 400 empresas.

DEFENSORES DA PRIVATIZAÇÃO

Um dos principais argumentos a favor das privatizações, além do grande número de empresas existentes, seria o de que a administração pública é ineficiente, causando a inércia da economia. Portanto, com as privatizações, as empresas lucrariam mais, no entanto, as riquezas geradas seriam pertencentes ao setor privado. O atual Presidente Jair Bolsonaro foi popularizado, dentre outras pautas, devido ao seu apoio as privatizações.

CONTROVÉRSIAS

Simultaneamente com as privatizações, existe a terceirização de trabalhadores, o encarecimento dos serviços prestados, menor número de serviços ofertados, a diminuição no número de empregados, e consequentemente o aumento do desemprego.

EM PROL DAS ESTATAIS

Defensores das estatais afirmam, principalmente, que a importância dessas empresas se deve ao resultado que a lucratividade visa em benefício da sociedade.

Embora as estatais tenham compromisso com a transparência, a onda crescente de corrupções na esfera pública, envolvendo casos de ilegalidades em estatais como a Petrobras, é combustível para críticas desse sistema.

O CASO DA VALE RIO DOCE

A estatal considerada uma das pioneiras foi privatizada em 1997, após a privatização ela se tornou uma empresa grande, recebendo lucro de 17,6 bilhões somente no ano de 2017. Em contrapartida, foi responsável pelo desastre de Mariana, marcado pela irresponsabilidade ambiental da mineradora, o que seria menos provável de acontecer se ainda fosse estatal. Todavia, há economistas que afirmavam: mesmo que ainda fosse estatizada, a Vale poderia se envolver em escândalos como o da Petrobras.

Aluno: Guilherme Roberto Guedes Cunha, n° 12, 2ª 08.

Bibliografia:

https://www.politize.com.br/estatais-o-que-voce-precisa-saber-sobre-esse-tipo-de-empresa/

https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/privatizacoes-no-brasil.htm

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/08/21/governo-inicia-estudos-para-privatizar-correios-serpro-e-dataprev.htm

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quais-os-pros-e-contras-das-privatizacoes/

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