Faculdade

Imagem/Internet

As pessoas me perguntam:

- ”Guilherme, eu vejo que você gosta de ler, escrever e tem um bom senso crítico, então por que não cursa uma faculdade?”

Na realidade, eu até iniciei um curso superior. Estudei Farmácia durante um semestre em uma “uniesquina” famosa aqui em São Paulo. A qualidade de ensino oferecido por aquela instituição era bastante duvidosa, lembrava ensino fundamental e havia “provas” com figurinhas desenhadas.

O público daquela universidade era simplesmente o pior. Alunos fracos, que precisavam trabalhar o dia inteiro, sem tempo para acompanhar as matérias. Pessoas semianalfabetas, carecidas de conhecimentos básicos sobre matérias fundamentais e com fraca base escolar. Bidlôs do mais alto nível, com alguns indivíduos mais interessados em “tomar umas brejas” nos bares próximos e fumar maconha na rua do que em adquirir algum conhecimento sobre algo relevante. Pessoas que não deveriam fazer faculdade. Pessoas que deveriam fazer cursos técnicos ou ter apenas o ensino médio. Não há motivo, demanda, espaço ou necessidade para todo cidadão de uma sociedade possuir um diploma superior, já que 85% dos empregos da economia Brasileira estão nas áreas de serviços, indústria, comércio, agricultura e pecuária.

As pessoas fazem essas faculdades imaginando uma possível ascensão profissional e financeira, mas evidentemente não há demanda. Pessoas ignoram a realidade econômica. Quase sempre, acabam sendo subutilizadas, frustadas e endividadas.

Isso foi uma boa experiencia para aprender na prática que faculdade no Brasil pode se tornar uma grande perca de tempo. Nesse país, existem apenas 4 opções para o cidadão médio: Medicina, setor público, empreender ou aeroporto.

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