“Morada dos pássaros”

Saí pontualmente às 18h30, com minha camiseta manga longa “de emo” e uma camisa que esqueci de lavar para assistir o show do Polara na Casa do Mancha, uma casa de morada super maneira, que também vira casa de show, bem perto do metrô Fradique Coutinho. O show ia começar às 20h. Por motivos pessoais tinha decidido que não ir, mas não poderia perder uma das minhas bandas favoritas. Resolvi comparecer aos 45 minutos do segundo tempo.

Cheguei à porta do Mancha. Fico sabendo que o show iria começar mais tarde e penso que o destino tem pena dos atrasados. O lugar me lembrou um pouco certo hostel em que fiquei em Foz do Iguaçu. Veio a cabeça breves recordações da Paraguaia bonita que ficava no bar, conversas sobre viagens com um arquiteto Espanhol que vivia na Suécia e discussões sobre qual país estava indo melhor.

Encontro um conhecido e conversamos um pouco. Falamos sobre coisas banais como shows que ocorreram no mês passado, um rolê no Hangar na qual fiquei totalmente embriagado e amigos em comum. Coisas que as pessoas conversam.

Na entrada para a sala do concerto, era possível ver os instrumentos. Reparo que a banda não estava em sua formação original.

O show foi uma sessão nostálgica total. A banda aparentava se divertir bastante no palco. Tocaram quase todas as músicas dos dois primeiros álbuns — inclusive “duas e meia”. Polara foi uma das bandas que mais marcaram minha adolescência. Uma banda que consegue me trazer boas e péssimas lembranças. Após quatros anos, eles ainda arrebentam.

No pós-show, desci a Fradique Coutinho com amigo que encontrei no local, tomando uma Heineken e discutindo se é certo ou errado ouvir Charlie Brown Jr caso tenha mais de 20 anos.

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