O que aprendi sendo fã da banda Dance Of days.

Dance of days em 2014

Alguns já estão acostumados com certas postagens que eu faço mencionando como eu acho Dance Of Days uma banda horrível e como eu me sinto vergonhado por ter tido uma devoção praticamente religiosa por essa banda quando eu era mas novo, mas eu decidi rever meus conceitos.

Eu percebi que eu estava sendo injusto. Apesar de tudo, ter sido fã dessa banda foi uma experiência boa que me trouxe alguns aprendizados. Eu gostaria de citar algumas:

1- Quando há foco, toda adversidade é relevante.

Quando eu frequentava shows do Dance Of Days, eu dormia nas estações de metrô, pedia dinheiro emprestado com os amigos, saia de casa sem possuir ao menos R$10 para comprar uma cerveja e outras coisas malucas; porém, nenhuma dessas situações desfavoráveis me incomodava, pois meu único objetivo era assistir a banda.

Eu aprendi que quando temos um meta ou objetivo, conseguimos relevar boa parte das adversidade. Embora seja difícil, eu tento aplicar isso no dia a dia; seja no trabalho, nos estudos, no lazer etc.

2 — Ter um Hobbie é algo incrível.

Até os meus 15 anos, eu praticamente não saia de casa. Eu tinha apenas alguns amigos no meu bairro e na escola, e meu “traquejo” social era quase 0.

Quando comecei a curti o “rolê” e acompanhar o Dance Of Days quando tinha 15–16 anos , comecei a melhorar minhas habilidades sociais e de uma maneira ou outra, acabei de tornando um pouco mais extrovertido. Tomei coragem para viajar para outras cidades sozinho. Tudo isso me ajudou a ser quem eu sou hoje.

Graças ao Dance Of Days, eu conheci muitas outras bandas, procurei livros que eram citados nas letras das músicas e fiz amizades verdadeiras que já duram à quase uma década.

Será que teria sido melhor ter ficado em casa assistindo animes e jogando RPGs igual a maioria dos jovens de 15–16 anos? Bastante improvável.

Ter um Hobbie é algo maravilhoso. Abre sua mente, amplia sua rede de contatos e lhe proporciona experiências incríveis.

3- A vida é uma ilusão.

Quando eu era mais novo, o Dance Of Days era minha banda favorita. Eu escutava as músicas várias e várias vezes ao longo do dia, usava camisetas e até arranjei um emprego tosco no programa “jovem aprendiz” para ter mais dinheiro para ir aos shows. Eu achava que aqueles dias iriam durar para sempre….

Hoje em dia, eu não aguento mais ouvir nem metade de um álbum deles….

Eu aprendi que nada é para sempre e absolutamente tudo pode mudar. Talvez amanhã eu sinta vergonha das coisas que eu gosto e faço hoje. Verdades absolutas não existem. Opiniões inabaláveis não existe.

4 — Ídolos também são imperfeitos.

Os adolescentes precisam de ídolos. Eles não possuem nenhum poder social ou independência, então precisam de alguma figura para se “espelharem”.

Lá por volta dos meus 16 anos, Nenê Altro era meu ídolo. Eu achava que ele possuía uma criatividade e inteligência ímpar.

Quando eu fui ficando mais velho, eu percebi que ele não era um cara tão legal assim, e ele também cometida erros ridículos como qualquer outra pessoa de “cabeça vazia” que há aos montes pela sociedade. Eu descobri que ídolos são falhos.

É óbvio que todos nós temos algum tipo de admiração pelo trabalho de algum artista, empresário, atleta etc; mas jamais devemos nós inspirar neles. Eles são imperfeitos e podem nos decepcionar como qualquer outra pessoa.

Me desculpa Dance Of Days. Hoje em dia eu já não acompanho mais o trabalho de vocês, mas vocês fizeram parte de um momento bom na minha vida. Obrigado pela experiências positivas que vocês me proporcionaram durante aqueles 4 anos que acompanhei a banda.