Praças de alimentação

Praças de alimentação são lugares deprimentes. Lugares em que o sofrimento da classe trabalhadora descrito por Karl Marx é manifestado em sua forma máxima. Suponho que qualquer indivíduo que não esteja ciente de algum conhecimento econômico liberal poderia se transformar em um militante de extrema esquerda após analisar esses ambientes com cautela.

Aparentemente, os bidlôs Brasileiros vivem por mera insistência. Nesse aperto, nesse calor, em uma vida dura. Acordam cedo, dormem pouco, não possuem dinheiro para nada, vivem em função do trabalho e sequer possuem o direito de uma boa alimentação na hora do almoço.

Vendedores, Motoboys, Auxiliares de qualquer coisa, Manobristas, Operadores e outras dezenas de profissionais na disputa por um lugar na fila do restaurante ou da rede de fast food mais “em conta”, aquele que cabe no orçamento do vale refeição. Se a situação estiver extremamente precária, é comum juntar algumas moedas para pegar algum lanche na promoção de R$1,00 no Habib’s. Pessoas procurando algum lugar para sentar carregando bandejas. Homens com semblantes cansados. Mulheres com semblantes de estresse acumulado. Mistura de restaurantes Chineses, Japoneses, Mexicanos, Nordestinos e dezenas de fast foods (deixando um cheiro de fritura do ar). Há proletários mais azarados que não conseguem sequer assimilar o gosto da refeição, devido ao intervalo de apenas 20 minutos.

É necessário que as pessoas jamais analisem esses lugares com atenção. Isso seria combustível para uma revolução armada.

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