Lapinha da Serra, festa Julhina

Vindo da Lapinha de cima, não muito longe dali, não se acostumava com aquele novo lugar. Andava quilômetros todos os dias, eram quilômetros de saudade, só para estar no seu lugar de origem. Esse novo lugar, é um vilarejo formado por três famílias, isolado da cidade e perdido entre os 1200 metros de altitude dos campos rupestres. As três famílias cresceram e formaram uma comunidade com fenótipo característico e um jeito de falar muito gracioso.

Casou-se com seu primo e gerou três filhos, sua casa não é mais de pau a pique e está localizada no centro do Vilarejo da Lapinha. Os primeiros visitantes levavam cestas básicas e ela cozinhava para eles, pois ali não havia restaurante. Hoje no seu quintal, aluga casas para os visitantes, pois lá chegou o turismo ecológico e para ela é um grande prazer, afinal adora conhecer pessoas. Já não pode dizer o mesmo da TV, já que a faz se sentir triste com os noticiários e as coisas ruins que acontecem fora dali, nas cidades grandes. Prefere mesmo cozinhar e criar galinhas no quintal.

Sente falta da criação de porcos e sempre se lembra da do seu pai, “antes a comida era mais gostosa” ressalta, mas hoje o IBAMA não permiti, já que se se tornou um Parque.

A estrada chegou lá e logo após, teve seu terceiro filho, agora em um hospital. Reclama que a filha mais nova não é saudável como seus outros dois filhos. Seu primeiro foi abençoado pelas águas geladas da Serra, estava lavando roupa e molhou a barriga antes de voltar pra casa, “aquela água gelada me ajudou a chegar em casa”, “eu sabia que iria ganhar meu filho”, ela disse

Dona Georgina adora o mês de julho, por lá passa muita gente, “é só festa”. Adora ver os fogos de artifícios e não gosta de tirar foto desarrumada.

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