Pokémon é mais do que um jogo. É uma ferramenta poderosa para exercitar a criatividade.

Durante os anos mais joviais da minha vida, entre a infância e o comecinho da puberdade, eu era um nintendista convicto. Ainda muito novo, talvez pelo fato de não ter acesso a outras plataformas, meus momentos de lazer em frente a tela se resumiam a algumas imortais franquias da produtora japonesa de games mais antiga do mercado, como Donkey Kong Country, Super Mario Bros, Mario Kart e, mais tarde, no N64, Zelda OOT. Eram bons tempos aqueles. Entretanto, se tem uma franquia que marcou a minha vida e que merece destaque de forma esmerada, essa franquia é Pokémon.

Cara, não tinha nada mais empolgante do que começar uma jornada. E isso nos tempos de Game Boy Color, quando não existia iluminação própria no console, algo inimaginável nos dias de hoje. Pensa comigo: que criança não tinha como objetivo máximo de vida colocar uma mochila nas costas, escolher um entre três bichinhos extremamente incríveis e sair pelo mundo vivendo aventuras e fortalecendo seus laços com os próprios monstrinhos? Era puro êxtase na hora de colocar a setinha de seleção em ‘new game’ e começar tudo do zero. Que momentos!

O bacana disso tudo é que Pokémon, desde as versões iniciais aos jogos de hoje, fornece essa possibilidade ao jogador: montar o time como bem entender, criar um roteiro mental próprio sobre a história dos monstrinhos e sobre a própria jornada e, o mais importante de tudo, viver uma verdadeira aventura por meio de uma tela que não passa de seis polegadas.

Quando digo que Pokémon tem a capacidade de fomentar a imaginação, levo em conta não apenas o enredo já traçado do jogo em si, que é o de derrotar a Elite Four e ser sacramentado como o maior treinador do mundo, mas sim quais caminhos optar por seguir e quais escolhas fazer para chegar até lá. O jogador pode assumir inúmeras facetas: o treinador durão e solitário, que treina os pokémons até a exaustão e os evolui freneticamente, e aquele mais boa praça, que considera seus pequenos guerreiros como verdadeiros companheiros. As possibilidades são infinitas!

Eu, particularmente, gostava de montar times(muito antes da competição invariavelmente acirrada que se tornaram as batalhas online) apenas de pokémons que, na época — leia-se 2001 — eram menos frequentes nas equipes adversárias. Herracross, Forretress, Houndoom e Togetic são apenas alguns dos exemplos. Era sensacional construir uma equipe com tipos tão variados.

Hoje, traçar um time e sair à captura dos monstrinhos é uma tarefa bem mais complexa e árdua, que demanda tempo e dedicação. São mais de 700, cada um com suas particularidades, deficiências e habilidades. Cabe a você, e a mais ninguém, tornar a jogatina muito mais do que um momento de prazer e diversão. Experimente criar um enredo na sua cabeça e seguir ele enquanto joga. Tenho certeza de que valerá muito a pena.

No mais, é isso. Até a próxima, companheiros!

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