David Bowie: sete canções fenomenais de fases totalmente diferentes

David Bowie é um dos grandes ícones da música pop. Sua obra abrange tantos estilos, imagens e estéticas diferentes, que será improvável aparecer um artista tão singular nesta existência.

Tenho ouvido nos últimos dias a playlist This is: David Bowie no Spotify, e resolvi falar aqui sobre algumas canções que eu considero fenomenais, de fases totalmente diferentes de sua carreira.

1. Space Oddity (1969)

Foi o primeiro single de Bowie a alcançar as paradas nos Estados Unidos.

Lançada em julho de 1969, a canção é claramente influenciada pelo filme “2001: Uma Odisséia no Espaço” e por todo o contexto da corrida espacial que culminaria na chegada do homem à Lua, naquele mesmo ano.

Somos apresentados ao diálogo entre Ground Control (na Terra) e o astronauta Major Tom, desde seu voo turbulento até a fascinação com sua chegada ao espaço.

A jornada é traduzida sonoramente de maneira sublime.

Ouça aqui.

2. Changes (1971)

Tornou-se uma de suas músicas mais conhecidas, justamente por ser um manifesto do que Bowie viria a fazer durante toda sua carreira: reinventar-se o tempo todo, visual e musicalmente.

Não, nem os roqueiros estão imunes: “Look out, you rock’ n’ rollers / Pretty soon now you’re gonna get older”.

Ouça aqui.

3. Starman (1972)

Esta canção (e sua fantástica performance na TV da época) foi responsável por converter meros ouvintes em fervorosos fãs!

É uma das faixas do álbum “Ziggy Stardust and The Spiders from Mars”, onde Bowie e sua banda incorporam o visual glam rock, misturado à “vibe extraterrestre” de seus personagens.

Ouça aqui.

4. Golden Years (1975)

“Run for the shadows in these golden years”. Talvez seja a minha canção favorita de Bowie.

É um tanto sombria, e ao mesmo tempo possui um groove dançante, que marca sua transição de estilo para o funk/soul dos álbuns seguintes ao “Station to Station”.

Supostamente, foi feita durante o ápice do vício em cocaína do cantor.

Ouça aqui.

5. Heroes (1977)

“We can beat them, forever and ever / Oh, we can be heroes just for one day”.

Existe canção mais épica?

Heroes marca o ápice do período de rock experimental das gravações em Berlim. Nos dias que se passaram após a sua morte, foi a música mais tocada de Bowie no Spotify.

Ouça aqui.

6. Ashes to Ashes (1980)

Após uma década de sucessos intermináveis, Bowie faz um retrospecto um tanto bizarro de seu repertório, dos seus personagens e dos caminhos que poderiam ter causado sua autodestruição.

É hora de sepultar Major Tom e seguir em frente.

Ouça aqui.

7. Let’s Dance (1983)

Não gostava dessa canção no início. Achava muito pasteurizada, muito anos 80.

No entanto, ao ouvi-la mais vezes, percebi que Bowie, em vez de querer se distanciar de tendências óbvias, passa a abraçá-las aqui, para criar algo único.

Ele realmente captura o espírito da época, com respeito ao que está acontecendo e dizendo “venha curtir isso aqui também”!

Ouça aqui.

Obviamente, faltou muita música boa por aqui, mas espero que essa pequena lista desperte a sua vontade de visitar (ou revisitar) a obra de David Bowie.

E você, alguma canção que ficou faltando? Óbvio que sim, né! Então comente aí!