Filmografiz

Houve um tempo em que faria questão de comprar todos os bilhetes da primeira fila para assistir de perto à concretização daquele roteiro que eu já sabia de cor e salteado. Enredinho básico talvez ajustado aos mais clichês dos contos de fadas que insistia em readaptar numa esperança nada fugaz de ser o grande protagonista. E as sessões foram incontáveis. Algumas adaptações tiveram direito até a trilogias — achando eu ser chefão de mim. Quantas companhias: sempre procurei manter meu lugar, mas a pipoca jumbo sempre acabou sobrando. E pipoca que sobra murcha.

E os outros? De onde costumam assistir ao que projetam? Daquela primeira fila que parece querer engolir as letras numa vontade transbordante que só legendam realmente suas ânsias? Como serão as relações que estabelecem com os lugares que ocupam, com os convites às sessões, com os braços de cadeira compartilhados? Só sal ou manteiga também?

Foram muitos os filmes mal-categorizados. Quantos suspenses confundidos com romances. Quantas sinopses que esconderam verdades só compreendidas lá pelas tantas, quando o cansaço já se tornara evidente e só duas opções restavam: dormir ou ir embora. Nunca consegui dormir.

Foi aí que, sem perceber, me vi ausente daquele espaço. Talvez tenha cansado de enfrentar as filas. Talvez tenha casando de decupar todas as cenas na esperança de compreender melhor o que acontecia. Ou talvez apenas o título tenha se tornado tão clichê que deixou de ser arte e se tornou comercial demais. Foi no meio desses “talvezes” que troquei o ser expectante por apenas espectar.


Não!

O que acha de um programa diferente? Vai ter uma nova estreia! Eu gostei do trailer. Podemos sentar mais no meio? Pipoca?

Doce.

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