todas as vezes

eu falhei todas as vezes em que acreditei em previsões. onde eu estaria, hoje, nas minhas projeções de anos atrás? meu trabalho, minhas amizades, minhas paixões, minhas ideologias, as frutas que hoje me apetecem, as músicas que hoje me fazem chorar, os cheiros que, hoje, me trazem lembranças. não canso desse exercício intra-retrospectivo. e nunca ousei dizer não ter me arrependido. faria tudo diferente, sim. se eu pudesse, ainda, gostaria sempre de pressentir novos rumos. não sou hipócrita: descobri a lucidez. ela me ensinou que eu posso amar tudo aquilo que eu nem queria que tivesse sido. porque eu amo tudo que, hoje, é. foi quando me dei conta: eu falhei todas as vezes em que acreditei em previsões. mas eu nunca vou deixar de acreditar.

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