“Terrorismo”
Uma perspectiva contrária ao imperialismo americano e à Indústria Bélica.





As invasões americanas ao Afeganistão em 2001 e Iraque em 2003 foram “legitimadas” pelos eventos de onze de setembro, que também ensejaram o “Patriot Act”, Decreto que aumentou poder de vigilância da NSA, em uma nítida retratação do profético ‘1984’, de George Orwell, livro que retrata um Estado totalitário interferindo severamente nas esferas privada e íntima dos cidadãos.
O 11 de Setembro marcou o salto para uma agenda hegemônica, que permitiu a possibilidade de estado de guerra global constante. Foi um pretexto para a guerra não diferente do que envolveu o Lusitania [WWI], Pearl Harbor [WWII], e do Golfo de Tonkin [Vietnam]. De fato, se o 11/9 não foi um pretexto de guerra planejada, seria exceção à regra. Ele foi usado para lançar duas guerras ilegais sem motivo algum. Uma contra o Iraque e outra contra o Afeganistão.
Entretanto, o 11/9 serviu de pretexto para outra guerra. A guerra contra você. O Patriot Act, o Homeland Security, Tribunais Militares e outras legislações foram completamente elaborados para destruir a sua liberdade civil e proteger os que estavam no poder.
Zeitgeist, 2007.
Há vilões que são criados pelos próprios heróis para perpetuar os lucros da imponente indústria da guerra, além de suprimir direitos e garantias fundamentais da população ameaçada de “terrorismo”. É um ciclo que faz crescer exponencialmente a intervenção do Estado na vida da população.
Também profético e atual é um discurso de Charles Lindbergh proferido em 1941: “Quando a guerra começou na Europa em 1939, era nítido que o povo americano não tinha intenção de entrar na guerra. Mas acreditava-se que esse país poderia ser inserido na guerra da mesma maneira com que foi inserido na anterior. Planejaram, primeiro, preparar os EUA para uma guerra estrangeira sob o pretexto da defesa americana. Segundo, envolver-nos na guerra, passo a passo, sem a nossa realização. Terceiro, criar uma série de incidentes que nos forçariam ao conflito. Estes planos foram encobertos e planejados pelo grande poder da propaganda. Nossos cinemas repentinamente seriam lotados com peças glorificando a guerra. As notícias perderiam qualquer significado de objetividade. E eles têm usado a guerra para justificar a reconstrução do poder do Congresso, e assumir perseguições de ditadura. A campanha do medo foi inaugurada.”
Qualquer semelhança com o presente não é coincidência.