Um amor de apartamento

Imagem: Tumblr

Sinto falta de um amor de apartamento, sabe? Aqueles que tu dá a sorte do cara morar sozinho e o sujeito ter a habilidade com café e ovo frito, caso a fome peguem vocês na madrugada. Adoro a sensação de me sentir dono de uma situação que ainda não tenho, de vestir roupas que não são minhas e de transar no tapete da sala sem a ansiedade de ouvir o barulho da chave girando a qualquer momento.

Gosto de amores de apartamento, porque é muito melhor que um de balada; possui elementos clichês que não dispenso e que também sinto falta. Tem a ver com o cuidado, a bunda pelada correndo até o banheiro, a meia luz que entra pela janela e até do som da noite que não diz nada, mas ao que ao mesmo tempo diz que está tudo bem.

São amores raros, coisa difícil e que dão histórias para lá de fantásticas, se a recíproca acontecer. Amor de apartamento não se caracteriza só porque o cara mora em um e tu apareces lá de vez em quando para transar, saindo às pressas, correndo do prédio com o táxi na porta…

Se não tiver carinho, mão na mão, pé no pé, comidinhas, camiseta G, Netflix, gargalhadas, planos incertos, beijo no box, beijo na porta, cabeça no peito, “quando chegar em casa, me avisa”, desculpa te avisar, mas tu não tens um amor de apartamento.

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