A II Guerra e a Maldade Implantada

A figura nazista marcou o mundo de uma forma apavorante, tornando a imagem alemã muito mais hostil do que meros copos de cerveja. Ensinado por letrados e bradado por políticos, as medidas anti-racismo e contra a discriminação social, felizmente, são realidade nos dias atuais — consequência de seis anos de grande sofrimento.

Muitos, como eu, aproveitam as histórias assombrosas daquela época para aprender um pouco, tanto na área histórica como em outras matérias. Porém, não importando o fato ou estudo tratado nas discussões calorosas e empolgantes da guerra coordenada por Hitler, todos temos certeza que um marco tanto histórico, sociológico e antropológico permanecerá.

Longe daqueles anos sofridos, agora podemos analisar o aspecto determinante daquela época: o nazismo.

É interessante pensarmos que apenas um homem levou milhões de pessoas à morte, e muitas outras aos ideais de extrema direita. Porém, a verdade é muito mais complicada que a apresentada em livros didáticos. Tomemos o livro “A Segunda Guerra Mundial: Os 2.174 dias que mudaram o mundo” como base.

Gostaria de informar que não sou nenhum historiador — muito menos um especialista no assunto.


Primeiramente, vamos falar o básico da Segunda Guerra Mundial. Para os leigos, o que aconteceu foi o seguinte:

Um cara muito marrento, chamado Adolf Hitler, decidiu tirar a Alemanha da crise em que ela estava. Para isso, além de cultivar um bigode muito estiloso, ele propôs um plano econômico e político diferenciado, com um forte amor à pátria. Aí, depois desses quinhentos, ele ficou famoso. E, então, após ele ser eleito pelos loiros metidos (alemães), ele foi muito malandro: tirou o poder de todo mundo e colocou só para ele.(Eu disse que eles eram metidos, não disse?)

Pois bem, depois de tudo isso o Adolfinho começou a dizer que queria que a Alemanha fosse grande de novo. Após muita água rolar, o bigode quadrado decidiu recrutar todo mundo para o seu exército, criar novas armas e um monte de bomba. Um monte de bomba mesmo.

Mas, antes disso tudo, a Alemanha tinha assinado um tratado com os países do Ocidente(do Oeste. Não sabe o que é oeste? Olha pro mapa e vê tudo que tá à esquerda. Não sabe o que é a esquerda também? Meu Deus… Então faz assim para ficar fácil: todos países que você conhece, menos a Rússia, fazem parte do ocidente. Melhorou?), que basicamente dizia “A Alemanha é muito malvada e responsável por todo estrago feito na Primeira Guerra Mundial, por isso ela tem que concordar em diminuir muito a quantidade de soldados e parar de fabricar armas. Além disso, pela maldade que a Alemanha fez, nós vamos pegar todos brinquedos dela para nós: as colônias alemãs e uma parte da Polônia, que não deve valer quase nada.”. Portanto, os germânicos não podiam fabricar armas e recrutar um exército; e foi assim que a Alemanha quebrou o Tratado de Versalhes.

Para resumir ainda mais, a Alemanha invadiu a Polônia, em busca do território perdido. Mas, além de conquistar esse território, Hitler anexou grande parte de Polônia ao seu país. Aí você pode se perguntar, “Por que não foi a Polônia inteira?”. Isso se dá porque o bigode marrento tinha medo dos amigos ao lado, a Rússia, e por isso deixou um pouco desses territórios com a URSS(União Soviética).

Enfim, depois disso aconteceu muita coisa. Teve muito nazismo, que matou muitos judeus, negros, homossexuais etc… E após a Alemanha lutar com a França/Inglaterra/EUA, a União Soviética decidiu invadir a casinha do Adolfo. Aí já viu, URSS entrando de um lado, França/Inglaterra/EUA de outro… O fim você já deve saber, a Alemanha perdeu.


Concordo que esse resumo foi muito fraco e, em alguns pontos, sem muita seriedade. Mas é, muito basicamente, o que aconteceu. Entretanto, o que quero focar nesse texto é o início da invasão Alemã, mais precisamente na Polônia.

No livro “A Segunda Guerra Mundial: Os 2.174 dias que mudaram o mundo”, os primeiros capítulos tratam exatamente desse período, a tomada da Polônia.

Como já citei, a conquista do país polaco foi o início da guerra. Portanto, tudo que aconteceu naqueles dias era novidade. Quando digo “novidade”, refiro tanto aos atacados quanto aos atacantes.

Certo é que o blitzkrieg, ataque surpresa alemão, foi a grande, e mortífera, novidade para os poloneses. Mas para muitos soldados alemães, os maus tratos contra os judeus foi a grande novidade.

Para sintetizar, existiam basicamente dois tipos de “forças armadas” na Alemanha. Os militares comuns (aviadores, infantaria, entre outros) e a SS (em alemão “ Schutzstaffel”, que significa “Tropa de Proteção”).

A verdadeira parte complicada residia nos SS, que basicamente eram uma tropa de elite alemã. Com os uniformes diferenciados e negros, o trabalho dessa tropa era garantir os ideais nazistas. Inicialmente era composta de poucos membros, com um número muito inferior que a infantaria comum; porém, seus feitos eram muito mais violentos do que os de um ordinário soldado germânico.

Em “garantir os ideais nazistas”, empreguei um eufemismo. Mas para aqueles que querem saber um pouco do que eles faziam, além das inúmeras mortes, vai aqui um relato retirado do livro:

“Foram, então, obrigados a baixar as calças para serem chicoteados nas nádegas. Um dos judeus, cujo medo fizera com que sujasse as calças, foi intimado a espalhar seus excrementos no rosto de outros judeus”

Então, com isso e muitos outros feitos nazistas, até mesmo o próprio exército de Hitler não aceitou as medidas que estavam sendo tomadas pelos seus compatriotas. Outro trecho do livro retrata isso:

“Para muitos oficiais do exército alemão, no entanto, o tratamento à raça “inferior” assumira formas inaceitáveis.”

E é nesse ponto que quero focar. A “não-aceitação” das ações nazistas pelos soldados alemães. Note que mesmo sendo um ponto do ideal de Adolf Hitler, o extermínio dos judeus era muito criticado pelos soldados. Talvez pelo do modo empregado para chegar a essa eutanásia, muitos alemães denunciaram tais ações ao Fuhrer, que, provavelmente, riu das palavras das delações; com isso, pouco tempo depois, as forças da SS foram postas acima dos soldados comuns, com o poder para delegar sobre todo exército os ideais nazistas.

Esses fatos só desembocam para o mesmo fim: nem todos alemães desejavam a morte sangrenta das outras raças. Alguns apenas queriam que sua Alemanha fosse grande novamente, sem os limites e controle de outros países. Isso apenas traz esses acontecimentos para mais próximo da nossa realidade.

Atualmente muito se diz contra esse regime nazista, mas poucos olham para o hoje, e ignoram a verdadeira face de Hitler nos rondando. Muitos declamam “É impossível que algo como o nazismo retorne”, mas ainda é possível ver muito do que aqueles soldados passaram, com denúncias tão inocentes que ao fim viraram fúteis. Não queríamos muitas coisas, mas para o “bem geral” aceitamos até de mau grado.

Portanto, a verdade do mundo é essa: somos soldados vivendo em guerra. E quem é o Hitler? Meu caro, isso ninguém vai te contar.