Ideais e divergências políticas: Um texto para casais.

Como casal e companheiros de vida nossa meta deveria ser crescer juntos, independe do futuro e de decisões e mudanças das condições em que vivemos.

A ideia de progredir sempre virá junto com o produto de achar uma saída, casais bem sucedidos trabalham juntos, não no sentido de emprego mas no sentido geral, psicológico, afetivo, suporte, planejamento… Todos temos crenças e diferenças em que por uma ou duas ideias que ouvimos de algum comunicador político, acabamos nos dividindo escolhendo que pra que lado estamos torcendo, quando na verdade o time deveria ser eu e você.

Digo isso pois não nos vejo como torcida, não ficamos sentados no banco assistindo o jogo enquanto eles jogam pra ver quem vai vencer, enquanto lucram milhões e nós, gastamos com ingressos, pipoca e discussão sem sentido. Somos uma dupla em nosso próprio jogo e jogamos pra vencer, essa é a lei da vida. Com algumas regras que mudam de acordo com o período mas o jogo segue e achar uma saída sempre vai ser a engrenagem do sucesso, não importa as condições que nos coloquem.

Quando falo de comunicadores políticos, falo porque o trabalho de um político é captar via suas palavras e planos futuros apresentados pessoas que simpatizem e votem em seu partido. Políticos são comunicadores, tem um grupo de publicitários, redatores, assistentes e um milhão de estudos sobre seu público alvo e como captar com discursos populistas. No final das contas, pessoas votam pelo carisma (como um BBB), não pelo profissionalismo ou planos para o futuro.

Nossa formação nacional é baseada em novelas, não em políticas muito menos em economia. Nosso país nunca passou por mudanças ou revoluções que visassem melhorias pra nós, e provavelmtente isso vai não acontecer tão cedo (nem tão tarde pra estarmos vivos).

Quase metade da população com 25 anos ou mais não tem o fundamental completo. 27% dos brasileiros não sabem ler, nem escrever e muitos mal conhecem o significado das palavras. São esses quem decidem o futuro de nosso país. Não temos vagas em escolas estaduais suficientes nem hospitais mas temos tv aberta pra todos.

Nossas decisões pouco importam, somos parcela mínima. Podemos até ajudar a mudar o país mas nossa força-tarefa como um casal continua e independente das regras do jogo, quero sim ser o atleta do ano, ter a equipe do ano, pelo menos no nosso próprio jogo temos de vencer. Ficar no banco é fácil, passa um momento de comodismo e felicidade mas não melhora a vida de ninguém.

Só quem joga pode vencer, e só quem joga com estratégia vence o campeonato. Não vamos jogar um contra o outro.