Quem você quer ser daqui 10 anos?

Quem nunca teve essa pergunta na vida, não é mesmo?

Quando eu era criança ela era fácil, era rápida, sem compromisso ou sem pensar. Era baseado na minha experiência de vida, naquele ou naquela que eu admirava no momento. E no meu momento era Chitãozinho e Xororó, sim eu queria ser cantor. Não necessariamente de sertanejo, mas cantar era o que eu gostava de fazer.

Mas aí a vida vai te mostrando as malícias e responsabilidades que você tem que enfrentar. Você se torna adolescente e ela começa a tomar uma visão um pouco mais clara.

Quem você quer ser daqui 10 anos?

Engenheiro. Pronto, simples assim, sem muitos rodeios. Filho de um casal de engenheiros com um irmão mais velho engenheiro e com uma postura pouco pró-ativa ou curiosa e bem acomodada me deixava uma escolha muito fácil.

Eu quero ser engenheiro

E aí vem a vida de novo e te mostra que escolhas nem sempre são tão simples, elas tem consequências. Consequências que te batem na cara sem pedir desculpa e sem ter tempo de você anotar a placa. Você se forma e parece que nada daquilo que você projetou ser de fato o grande sonho que você realmente respondeu pras pessoas.

Pras pessoas…

Foi aí que assistindo o discurso de Matthew McConaughey ao ganhar o Oscar de 2014, onde ele fala que quem inspira ele e o modelo de herói que ele busca é ele mesmo dali 10 anos, que que eu percebi o quanto na verdade eu acabava sempre respondendo essa pergunta para os outros, não para mim mesmo.

Então quem eu realmente gostaria de ser daqui 10 anos?

Pois aqui vai, quem eu admiro tem 36 anos, é financeiramente independente (o suficiente até para ter dependentes).

É uma pessoa viajada e não daqueles que faz um mochilão na Europa e visita 10 países em 10 dias. Não… é uma pessoa que conheceu diferentes culturas e além de tirar aprendizados tirou grandes histórias e experiências, daquelas que a gente abre um grande sorriso quando lembra. Em outras palavra, um grande colecionador de momentos.

Ele fala mais que 5 línguas de forma fluente, sendo que italiano, espanhol e inglês está entre elas.

Ele tem uma pessoa que ama, que têm uma mente aberta o suficiente para entrar nas filosofias e questionamentos da vida, mas não tão aberta para saber a hora de parar e colocar o pé no chão, afinal ele ainda é um pouco desfocado. Alguém com quem ele passa momentos bons ou ruins e que é feliz por conta própria e que sabe agregar na sua própria felicidade também.

Ele escreve e publica em blogs e também no próprio, que diga-se de passagem, é um sucesso.

Ele gosta de fotografia e faz disso um hobby que gera bons frutos, pelo menos para seus críticos amadores do Instagram ou qualquer outra rede social do momento.

Ele ama o trabalho. Não porque acorda todo dia feliz por estar ali, mas sim por saber que está alinhado com seus valores, e o mais importante ele faz a diferença na sociedade com suas ações.

Ele inspira outras pessoas a buscarem seus próprios sonhos e sempre que possível ele auxilia essas pessoas a darem um passo a mais nessa busca seja apresentando-as para novas oportunidades, sendo mentor, oferecendo coachings ou simplesmente um bom bate papo com uma cervejinha numa quarta feira.

Ele continua sendo um amante de café e consegue falar como ninguém dos diferentes grãos, torras ou melhores formas de se fazer um bom café (além de claro fazer o melhor café que você já provou).

Ele também continua sendo um amante da comida, seja ela qual for, sem preconceitos e de boca (e estômago) aberto. Alias, você já foi comer na casa dele? Dizem que ele cozinha muito bem.

Por fim, ele é feliz, sabe que teve que trabalhar muito pra chegar lá, reconhece as pessoas com quem escreveu essa história e o mais importante, ele admira a pessoa que ele quer ser quando tiver 46 anos.

E você, quem você realmente gostaria de ser daqui 10 anos?