Dando espaço ao novo

Esperar por espaço ou correr atrás?


Como meu primeiro post aqui no blog, decidi contar um pouco das minhas descobertas dos últimos meses. Quem já trabalhou comigo sabe que tenho uma ânsia muito grande por novidade e ficar por muito tempo fazendo a mesma coisa me incomoda bastante, afinal, a tecnologia avança em uma velocidade incontrolável e 6 meses fazendo a mesma coisa é deixar muita coisa legal passar despercebida.

Infelizmente, nossa vida profissional nem sempre nos dá o privilégio de nos inteirarmos do novo e muito menos de aplicarmos nossas descobertas. A menos que você trabalhe em um departamento de pesquisa e desenvolvimento — meu sonho — . Em um cenário comum, você passa suas 8 horas desenvolvendo sobre metodologias definidas pela empresa. Chega em casa, descobre todo um mundo de tecnologias e fica super animado de aplica-las no seu trabalho. Então no dia seguinte você chega cedo, conta para o pessoal suas descobertas — que poderiam agilitar processos e melhorar o produto que está desenvolvendo — mas suas ideias são imediatamente barradas pelo seu team manager. Não porque são ruins, mas porque o software já está praticamente pronto e não vale a pena mudar uma ou duas tecnologias nesse momento. E ele ainda completa:

“Quem sabe na próxima sprint ou na próxima versão.”

O fato é que na maioria das vezes o momento de aplicar a sua descoberta nunca chega a acontecer e isso acaba gerando uma super frustração. Você tem o conhecimento necessário para mudar o cenário, mas a peça não te da espaço. Quando isso acontece você tem basicamente duas opções:

  1. Esperar a próxima versão (tem indefinido).
  2. Chutar o balde (cenário imprevisível).

Essa é uma decisão que pode parecer um tanto quanto louca. Quem em sã consciência abandonaria estabilidade, dinheiro e carreira pela simples vontade de querer usar novas tecnologias?

Se olharmos por uma visão superficial, você estaria basicamente trocando o seu “futuro promissor” por um simples capricho. Mas tente olhar mais adiante e imaginar como seria a sua vida daqui alguns anos no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas. Você se tornaria um grande gerente, respeitado, engravatado, que passou a vida profissional fazendo exatamente o que você não queria ter feito. E isso é mais comum do que você pode imaginar. Tenho grandes amigos com a seguinte marca da guerra em seu currículo:

“25 anos de experiencia sólida desenvolvendo com c++.”

Isso deveria ser uma coisa boa, certo? Para o contratante sim, é a certeza de que ele estará contratando alguém que da conta do recado. Alguém que fará exatamente o que eles precisam. É obvio que estou sendo bastante dramático. Quero apenas enfatizar o pior dos cenário para te fazer perceber que existe um outro caminho.

A segunda opção

O caminho estreito

Eu particularmente preferi a segunda opção, afinal de contas, tempo é o nosso mais precioso recurso e se você tem a coragem de correr atrás do que acredita, não importando as consequências, simplesmente faça!

Empresas como Facebook, Google e até mesmo os coxinhas da Microsoft, estão cada dia mais interessados em profissionais jovens, entusiastas e apaixonados pelo novo. Profissionais que acreditam que não existe um só caminho, uma só linguagem, mas um oceano de possibilidades. E partindo da primícia de que cada problema exige uma solução especifica, basicamente não existe uma tecnologias que resolverá todos os seus problemas.

Passei os últimos 5 anos mergulhado no universo .net C#, e eu realmente gostava do que fazia. Acreditava ser a linguagem mais elegante e completa. Mas comecei a me sentir obsoleto. Não porque o C# não resolvia meu problema, mas porque eu poderia resolver o meu problemas de diversas formas possíveis, utilizando diversas tecnologias diferentes. Passei a estudar AngularJS, Node.js, MongoDB, e tudo o que eu encontrava pela frente. O resultado disso foi que sai da minha zona de conforto, dei um salto no aprendizado e como consequência fechei alguns contratos para desenvolver produtos com as novas tecnologias que eu acabará de aprender.

Me abrir para o novo foi a maior decisão que tomei nos últimos anos, mas a minha aposta no caminho mais estreito acabou dando certo. Hoje estou muito feliz, apesar do grande desafio pela frente.

No próximo post vou reunir uma lista com de 5 a 10 tecnologias que valem a pena aprender e que vão mudar a sua forma de desenvolver! Fique ligado!

guilhermevini.com