3 Anedotas Curitibanas — e uma reflexão

Baseado em fatos reais, vou tentar contar 3 histórias que aconteceram comigo em Curitiba, e tentar tirar algo disso.


Ponto de ônibus localizado na Rápida Centro/Portão, mais precisamente, ao lado da Igreja Batista Independente que tem ali. Um dia quente de 2012.
Uma moça pergunta a um senhor no ponto:

“Moço esse ônibus passa pelo Portão?”

Ele responde sem pensar

“Acho que dependendo do tamanho, acho que passa sim”

Risos nervosos vindo da minha pessoa e de outros no ponto, exceto claro da garota.


2006 se eu não me engano, ponto de ônibus na Carlos Gomes. Adolescentes metaleiros (eu incluso) aguardando para pegar um ônibus para a última festa da turma no ano, e, se tudo de certo, beber vinhos baratos antes de entrar no evento propriamente dito.

Um senhor, aparentemente sóbrio, nos interpela, e após um questionário sobre quem somos, o que fazemos, o que iremos fazer e quem é nosso líder(?) ele nos pergunta:

“Sabe qual o ônibus que passa por baixo do Jardim Social????”

“?????”

“O Jardim Anti-Social HAHAHA”

“………..”


2008, muito provavelmente agosto. Lembro que chamei uma garota (na época a gente não falava crush, falava interesse romântico ou pega mesmo) pra almoçar. Trato feito, fomos almoçar em um lugar no Centro. Tudo certo, achei estranho só não encontrar a bandeja de carnes, mas, sem problemas. Pergunto a funcionário:

“Moço, onde é o grill?”

“Aqui é um restaurante vegetariano”

“……”

Bem, curiosamente, o restaurante em questão anos depois virou uma churrascaria. E eu não saí mais com aquela garota.

Moral da história? Timing é uma merda. Seja pra contar uma piada no ponto de ônibus, seja pra perguntar coisas, ou mesmo saber coisas. Nada mais difícil que acertar o maldito tempo de colher, tempo de plantar. Percebo isso principalmente nos relacionamentos que deram errados hoje em dia. Sabe aquela história de “não era para ser”? Não que eu acredite em destino, ou coisas eu fujam o controle do ser humano, mas, caramba, como é difícil acertar o tempo que temos, com o tempo dos outros. A intenção não é soar um papo motivacional “ah as coisas tomam o seu tempo” mas escrever sobre a falta de controle (seja a reação de uma piada ruim ou um texto como este) ajuda a entender que o real controle do tempo e timing só vem quando você entende que está além do alcance, e que, como diz Gandalf o Cinza, “só nos resta decidir o que fazer com o tempo que nos é dado” e tentar não se preocupar com as coisas que fogem desse alcance.

Bem, o negócio é botar na cabeça que há dois tipos de coisa: as que controlamos e as que a gente, na medida do possível, administra. Seja uma piada ruim contada no ponto de ônibus que se acertarmos o timing dela, conseguimos fazer a nossa plateia rir. Até o crush que desejamos impressionar.


Mais um texto pra terapia escrita expositória, vamo que vamo.