Escrevi e saí correndo…
Então, como parte da minha terapia, resolvi escrever.
Eu sempre fui fã de escrever, mas não consigo manter esse hábito, não pelo menos, como o hábito de beber cerveja ou jogar sinuca sempre que me surge uma oportunidade.
Bem, não há oportunidade maior que uma página em branco certo?
Guilherme Walach, vulgo Walach, 27 anos, coxa branca desgraçado da cabeça, designer falido, fotógrafo amador e jogador profissional de International Super Star Soccer. Daí entra aquele clichê que se definir é um erro, mas acho que maior erro mesmo é a gente parar pra pensar o que é erro o que não é.
Porra, vai lá e faz meu, não se justifique.
Enfim, o primeiro passo está dado, de fato escrever algo. Logo eu que nunca escrevo textão para as famosas redes sociais. É tão difícil nos expor né? Mostramos às vezes coisas que não queremos ou não deveríamos mostrar, mas os tais dos sentimentos, e o que passa na nossa cabeça, é o que temos mais dificuldades em expressar, já pensou?
A gente expressa ódio e desprezo ou mesmo ironia e sarcasmo antes mesmo de sentimentos bons que poderíamos demonstrar.
Mas isso é uma outra conversa, vamos aos pontos que meu psicólogo disse que deveria resolver ou pelo menos abrir as pessoas:
Qual a visão que tenho de mim mesmo?
Uma pessoa contraditória, com falhas e tentando melhorar a cada dia, mas não sabe o que fazer pra isso.
Qual a visão que tenho do mundo?
É um lugar razoavelmente bom, mas cada vez mais difícil de viver e existir. Minha condição permite me ver o mundo de uma forma não tão pessimista, mas mesmo assim sei que é um lugar difícil de (sobre)viver com todas as pessoas e suas respectivas batalhas.
Qual a visão que tenho do meu futuro?
Nenhuma. Eu não sei o que, como e quando fazer para se chegar no futuro. E essa falta de propósito me incomoda (para dizer no mínimo)
Qual a visão que tenho dos outros?
Acredito que falta empatia com as outras pessoas. Na real, acredito que muito provavelmente a tal da empatia não exista. Cada vez mais nos afastamos das pessoas que nos gostam, e um dos outros. E cada vez menos vemos os motivos que levam as pessoas a sofrer e fazer as outras sofrerem, ou entender esse ciclo de sofrimento e peso existencial. Claro não é fácil, mas podia ser menos difícil.
É isso aí …azar de quem tá lendo.
“Oras Guilherme, qual o sentido de você expor isso?”
Bem como eu li hoje:
“The free man is the man with no fears.”
Dick Gregory.
Acho que quando você se liberta do medo de se abrir, o que vier é lucro. Que seja.
Se você leu até o final um vídeo pra animar você:
