“Em ritmo de fuga.” O nome realmente espanta, mas é um filme longe de ser ruim.

Os primeiros 5 minutos são eletrizantes e já justificam o investimento no ingresso. Teoricamente, a estória contada no filme é bem clichê. Uma Saída de Mestre e Velozes e Furiosos estão aí para comprovar. Mas o mesmismo do estilo de filme polícia e ladrão esbarra numa edição de som magistral. A OST é de invejar e tem tudo a ver com a timeline da trama. A Direção de Arte e a Fotografia foram muito bem pensadas. Vale lembrar, que os merchans feitos durante o filme são muito sutis, ao ponto de você sair do cinema pensando em comprar um Ray Ban ou um utilitário da GM. Ansel Elgort parece ser ele mesmo encarnando Baby: um jovem motorista marcado por um passado trágico, que justifica sua mania de dirigir loucamente pela cidade com trilha sonora de fundo. Além disso, os diálogos são sensacionais, principalmente quando vemos Kevin Space, Jamie Fox e Jon Hamm decidindo os itinerários dos roubos. Baby Driver é um filme que tinha tudo pra ser ruim, mas é genial. Edgar Wright acertou em cheio!
Dica: assista com fones de ouvido.
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