Eu tô com o Mário Sérgio — e nem preciso concordar com ele
Paulo Silva Jr
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Gostei muito do seu texto, me fez pensar em algumas coisas.

Talvez realmente não entendemos o que o Mario Sérgio tenha dito, mas confesso que repeti-lo em voz alta, me causa alguma estranheza. O problema é entender que o “lampejo” pode representar diversos sentidos em um mesmo contexto, podendo servir como forma de criticar alguém — o que nem acredito ser o caso.

Mas o meu principal ponto de discordância é quando ele diz que “mudou muito o conceito de jogador de fora de série” seguindo sua tese de que em outras épocas era necessário ser mais constante do que hoje, aliás, me parece invertida a ordem das coisas. Hoje o futebol tem sido muito mais exigente a nível de participação do atleta do que em outros tempos, ao menos esse é o discurso. Não fico cinco minutos de frente pra TV/rádio sem ouvir que “o volante atual precisa saber jogar também”, “atacantes modernos precisam desempenhar um papel tático maior do que antigamente” e todas essas frases que tem virado praticamente regra a todo comentarista que entende um pouco de futebol. Entendo que isso representa uma forma de constância necessária ao jogador para ter algum destaque. Alguns dizem que o Ganso não deslanchou justamente por faltar essa constância a ele.

E para finalizar concordo com o tópico do “Autoritarismo” mas é preciso ressaltar que hoje já existe uma corrente totalmente oposto a isso, colocando-nos como bastiões do verdadeiro futebol e como tudo que vem de lá, superficial e sem vida. Precisamos tomar cuidado, para não cair no nosso autoritarismo e respeitar e apreciar o futebol em qualquer lugar.

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