Sabe, às vezes eu penso que o ideal seria ter um dispositivo pra ler meu cérebro e escrever a tempestade de ideias que surge de vez em sempre. Mas talvez seja justamente esse o dom de um escritor, não precisar de tal dispositivo.

No últimos 20 minutos eu pensei em tanta coisa que eu diria que poderia sair da minha cabeça um best-seller sobre relações humanas contemporâneas in the early & mid twenties. Mas não saiu e nem vai sair, provavelmente.

Foi uma foto no instagram. Ela foi um paixão de alguns anos atrás. Tinha muito tempo que não a via em lugar algum do mundo virtual — até mesmo porque do mundo real só me restam lembranças. Eu reconheci algumas pessoas que estavam com ela. Por que essas pessoas estão com ela naquela foto e eu não?, pensei. Todas as minhas reflexões me levaram à mesma resposta, eu não me encaixei no padrão necessário para estar ao lado dela. Dinheiro é um fator limitante. E eu diria que um dos mais limitantes, não culpo a falta de dinheiro por tudo, porém. Sou muito privilegiado comparado com a maioria da população do meu país, mas pouco privilegiado quando comparado com aqueles com quem eu convivi durante um tempo na universidade. Talvez seja esse o problema, comparações. Ainda assim, não dá pra acompanhar alguém com a energia do Usain Bolt numa corrida de 100m, e na vida dinheiro é energia.

Sempre me preocupei com o próximo, com as pessoas ao meu redor, com a parte humana além da parte exata. Mas fui pra exatas. Meu erro? Talvez. Acerto? Talvez. Ainda tô em busca da resposta. Eventualmente, a encontrarei.

Muita coisa na cabeça mas minhas habilidades de escrita não me permitem transmitir tanta informação. Não gostei desse texto, queria mais. Preciso voltar a escrever as I used to do.