Porque você deveria querer viver do que gosta

O assunto empreendedorismo está na moda, assim como frases de efeito com apelo emocional, do tipo: realize os seus sonhos ou siga a sua paixão. Muita gente não gosta disso, porque soa irrealista, afinal a maioria das pessoas não tem escolha, apenas tem de trabalhar para sobreviver.

Sendo assim, viver fazendo o que gosta é só para quem tem escolha.

Entretanto, o mundo está mudando muito rapidamente, tanto no âmbito tecnológico quanto econômico. E essas mudanças irão permitir que a maioria tenha a escolha de viver do que gosta.

Vejamos as mudanças tecnológicas. Segundo o Fórum Econômico Mundial estamos agora na Quarta Revolução Industrial, com tecnologias como a Robótica e Inteligência Artificial fazendo cada vez mais parte do nosso dia a dia. Já existem carros autônomos, softwares que redigem textos jornalísticos e que fazem até diagnósticos.

Todo esse avanço tecnológico irá impactar o mercado de trabalho. Com a massificação da tecnologia, muitas profissões e empregos irão desaparecer. Por outro lado, outras profissões e outros tipos de trabalho surgirão.

O mundo está mudando e quem não quiser ficar para trás terá que se reinventar.

E nesse novo cenário, o emprego (no sentido de exercer a mesma atividade, em uma mesma empresa, por muito tempo), esse vai desaparecer. Mas trabalho, esse não irá faltar.

Porém esses trabalhos exigirão outras habilidades, coisas que as máquinas ainda não fazem, como a capacidade de pensar criativamente, de ter empatia, de pensar criticamente e de trabalhar em colaboração, por exemplo.

Além disso, a tecnologia digital, vem abrindo caminho para o surgimento, não apenas de negócios inovadores, mas de novos modelos econômicos.

Perceba que grandes empresas disruptivas que surgiram nos últimos anos, não são baseadas em recursos físicos, tangíveis e sim em recursos intangíveis, como informação (Google), relacionamentos sociais (Facebook) e filmes (Netflix), por exemplo.

A tecnologia está permitindo acessar esses recursos (conhecimento, cultura, experiências, criatividade), que por serem intangíveis, são infinitos e portanto, abundantes.

Vejamos o exemplo do Airbnb e do Uber. A primeira não é proprietária de um único quarto e a segunda, não é dona de carros. No entanto, o Airbnb é o maior serviço de hospedagem do mundo e o Uber, a maior companhia de transporte privado do mundo.

Outras empresas como essas, estão usando a tecnologia para conectar milhares de pessoas ao redor do mundo e convergir produtos, serviços e recursos.

O que acontece é que, ao se compartilhar o excedente de tempo, espaço, objetos, habilidades, muda-se do “ter” para o “usar”, criando assim infinitas formas de se relacionar e empreender.

Assim, estamos vivendo em uma época com diversos tipos de economia: Economia Criativa, Economia Colaborativa e Economia Compartilhada.

Na verdade, muita gente já está percebendo que pode utilizar das suas habilidades, criatividade e talento, para viver fazendo o que gosta: blogueiros, youtubers e vários tipos de freelancers, por exemplo.

Outros estão utilizando do seu tempo e recursos, através das plataformas, para gerar renda, como aqueles que alugam seus quartos no Airbnb ou que são motoristas do Uber por um período do dia.

Percebe a mudança que está acontecendo?

Pela primeira vez na história da humanidade, podemos pensar em do que queremos viver e não apenas como vamos sobreviver.

Somos ricos em recursos, mas muitas vezes não conseguimos enxergar isso. Porém, uma mudança no ponto de vista nos permite enxergar como estamos cercados por habilidades, espaços e relacionamentos ociosos e acessar esses recursos.

Trabalhos repetitivos, rotineiros e padronizados serão delegados aos robôs e softwares. Mas acessar os recursos intangíveis e usar da criatividade, colaboração, compartilhamento e é claro, tecnologia, para resolver problemas e criar soluções, isso será para nós, os humanos.

E é por esse motivo que você deveria querer viver do que gosta, porque esse é um futuro possível e desejável.

A futurista Lala Deheinzelin tem feito um trabalho bem legal nesse sentido. Ela criou algo chamado Fluxonomia 4D, uma ferramenta de gestão estratégica e viabilização de iniciativas, que basicamente serve para criar condições para que as pessoas consigam viver do que gostam em uma comunidade colaborativa.

Aliás, essa é a última semana para as inscrições do seu curso telepresencial de Fluxonomia 4D. Se você tiver interesse em saber mais, pode obter mais informações nesse link aqui: Fluxonomia 4D.