4 ideias para próxima temporada de Black Mirror

O grande problema com o formato de lançamento de séries inteiras de uma vez só é síndrome de abstinência depois de um fim de semana de binge watching. Imaginar que você só vai poder assistir outro capítulo depois de um ano chega a ser surreal. Ainda mais hoje em que um mês já é uma eternidade.

Ontem terminei de assistir a mais recente temporada de Black Mirror. Para ajudar outros orfãos como eu, desenvolvi 4 sinopses para a próxima temporada que podem começar a ser filmadas a partir de amanhã. Vamos lá:

  1. Freixoland

Em uma pequena comunidade afastada (que não identificamos como futuro, presente ou apenas uma realidade alternativa) todas as pessoas vivem uma utopia. As casas se assemelham a um subúrbio norte-americano, com a diferença que a bandeira que tremula é a da antiga união soviética.

Todos se encontram diariamente na praça central, onde discutem sobre os rumos da vila. Discutem, não. Todos fazem monólogos empolgados e são aplaudidos em uníssono. Nos alto-falantes a trilha sonora da vida dos moradores contempla uma gama de sons que vai de nova-mpb à mpb. A consciência social é tão grande que todos os preconceitos foram extintos. A exceção é claro, contra aqueles que vivem fora da vila. Tudo parece muito bem, todos vivem felizes em saber que todos concordam.

Ao final do episódio, um movimento de câmera mostra que a vila, na verdade ficava dentro de uma bolha microscópica. E era apenas uma experiência científica dentro da Universidade Universal do Reino de Deus.

2. O império da ousadia e alegria contra ataca

Final da Copa de 94. Brasil 0 x 0 Itália. O atacante Viola, conhecido por sua irreverência entra em campo na prorrogação. Em um lance de puro talento e improviso, pega a bola, dribla vários adversários e chuta pro gol. GOOOOOOOLLL! O Brasil é tetracampeão.

Com a vitória canarinho baseada não no pragmatismo de Parreira, mas sim na improvisação de Viola, a história brasileira se altera profundamente. O pragmatismo do Plano Real não dura muito e é logo substituído por um plano mais malemolente, liberando o câmbio e mandando a inflação subir ao ataque. Com o fracasso da economia, FHC não consegue a eleição no final do ano e um Lula ainda radical se elege. A ditadura proletária é instaurada, com Viola como ministro do esporte. Em 98, sob o comando de Viola como centroavante e ministro do esporte, o Brasil entra em campo com 5 atacantes na final contra a França no mundial. Com o pentacampeonato a hegemonia brasileira no futebol se torna realidade.

Os Estados Unidos, que encantados com o gol do Viola em terras americanas, começou a amar o futebol não gosta nada disso. E aproveita que o nosso país tem um comunista no poder, une o útil ao agradável. E deflagra-se uma invasão ianque. Em 2009, a dominação é total, e o Brasil volta ao patamar de colônia. Nosso episódio começa aqui, acompanhando a saga de Neymar Jr, que, agora em inglês proclama: the bold arrived.

3. Gameboys

Em uma sociedade distópica, a pena para todos os tipos de crimes não é mais cumprida em cadeias, mas sim em jogos de videogame. O criminoso roda uma roleta e o jogo em que passará o resto da sua vida é escolhido ao acaso.

No episódio, acompanhamos 4 personagens. O primeiro tem que fugir de zumbis em Resident Evil. Outro passa a eternidade desviando de blocos de concreto que caem do céu em Tetris. Um outro desafortunado é sorteado para dentro de Mortal Kombat, onde enfrenta os mais terríveis monstros em um torneio de luta.

Mas o pior castigo vem por aí. O último condenado é obrigado a passar o resto de sua vida lavando louça, arrumando a casa e conversando com pessoas dentro do The Sims.

4. Wterror

No season finale, teremos o mais horripilante e real dos episódios. Um mundo exatamente igual ao nosso com uma única diferença. Todos os 7 bilhões de habitantes da terra se chamam Weverton. Creepy.