5 razões porque Roberto Justus vai ser o próximo presidente do Brasil

Não sou nenhum especialista em política, mas acho que o assunto aqui se enquadra em ficção científica, cultura pop e outras coisas. Então vou fazer o Michael Moore e contar pra vocês, antes de todo mundo, as razões da eleição do Justus em 2018. Depois não adianta dizer que não avisei. Liberta DJ.

(Para tornar o conteúdo mais palatável, ilustrarei a coluna com cães)

  1. A tendência de "não-políticos" vai estar no ápice em 2018

A política é igualzinha à moda. A cada estação uma nova tendência dita as regras de como as pessoas vão se comportar nos próximos anos. Já tivemos a moda do "rouba, mas faz", a coleção "social-democrata com toques de neoliberalismo" e até a trend "esquerda populista e querida por atores da globo".

E como vocês podem perceber, a onda do momento é candidatos "de fora da política" (me faltam aspas nesse momento). Dória e Trump são os maiores expoentes e seus primeiros anos de governo vão apenas confirmar isso. Com medidas populistas de curto prazo, vão cavar um belo do buraco, mas que não será descoberto na primeira parte dos mandatos. E isso só vai ressaltar o perfil da moda.

2. Não vai surgir nenhuma nova opção entre os partidos tradicionais

Se não houver nenhum Fato Novo®, os nomes que estão aí pelos partido tem tudo para naufragar. Lula já está com a imagem mais desgastada do que a do Alê Oliveira, imagina com mais dois anos de pau da imprensa em geral? Aécio, Alckmin e Serra começam a receber respingos da lava-jato e até a Veja tá dando nota disso. Vai ter uma hora que não dá mais pra segurar. O PMDB não resiste a mais dois anos (se chegar a isso) de governo Temer. Marina? Ciro Gomes? Alguém do Psol? Eles podem fazer sucesso na internet, não na vida real. Bolsonaro? Somente se liberarem a eleição para maiores de 12 anos.

3. Tá todo mundo confuso, e isso é bom pra quem não quer se explicar

A estratégia da campanha de Trump foi simples: falar o máximo possível de bravatas. Cada dia de campanha era uma porrada diferente: ele atacou os republicanos, atacou os democratas, prometeu construir o muro. Já não importava se o discurso no todo era coerente, mas sim a confusão que ele gerou: a mídia perdeu sua função, pois de nada servia mostrar o que era mentira ou não, ninguém realmente se importava (não é a toa que pós-verdade foi a palavra do ano); os eleitores democratas que já não iam muito com a cara de Hillary se desencantaram de vez; e o mundo em geral não levou a sério a possibilidade da eleição do Trump.

Aqui no Brasil, a mesma estratégia de desinformação já é adotada por atores políticos como o MBL. A luta é contra a corrupção, temos que tirar a Dilma. Depois temos que tirar quem colocamos no lugar da Dilma. Mas, pera lá todo mundo é corrupto, e agora? As pessoas nas ruas nem sabem mais exatamente pelo que estão protestando. A versão 2.0 do "contra tudo isso que está aí" é muito mais fragmentada e histérica.

E quem não tem nenhuma ligação com nenhum dos fatos, pode atacar tudo e todos. Sem precisar ser coerente. Como Trump fez nos Estados Unidos.

4. A televisão ainda é soberana no Brasil

Por mais que se fale no poder das redes sociais, a tv ainda é referência de informação no Brasil. Não precisa ser um gênio pra ver a influência da máquina da Globo no fomento aos protestos anti-Dilma. E pesquisas recentes mostraram que a influência das redes sociais não é tão grande o quanto imaginamos dentro da nossa bolha.

E se tem alguém que entende de TV é o Justus. Mais que Trump e Dória, Roberto Justus já participou de inúmeros shows televisivos, além de ser dono de algumas das agências de publicidades de maior sucesso no país. Ele é o showman que o brasileiro está esperando.

5. O Brasil continua mais machista que nunca, e adora um rostinho bonito

Como ficou mais que comprovado com Marcela Temer, o brasileiro gosta das mulheres na política de um jeito: bonitas e ao lado de um homem de sucesso. As manifestações machistas contra Dilma chegaram ao ápice com a bajulação bizarra para a primeira-dama Temerista. E mais que a nossa bolha mostre um mundo desconstruidão, não é assim que o brasileiro médio pensa.

E Justus atende a esse requisito. Ele é o empresário vitorioso, sempre cercado por belas mulheres servindo de adorno. E para completar o pacote família tradicional brasileira, tem uma filha fofíssima que é celebridade, adorada por todos os canais de fofoca da imprensa. Ou seja: a campanha de Justus vai focar nos dois arquétipos machistas mais adorados pelos brasileiros: a mulher linda submissa e a menina fofinha indefesa.

E agora?

Bem, podem printar o texto e me cobrar em 2018.