O dia em que o Thiago Lacerda salvou o Brasil da ameaça terrorista.

Se tem uma coisa que o Brasil não sabe fazer é cinema de gênero. Apesar de produzir grandes “dramas sociais”, é quase impossível listar bons filmes de terror, ação ou ficção científica. Nem comédias a gente sabe fazer direito: apesar de campeãs de bilheteria, as produções da Globo Filme não passam de versões estendidas do zorra total.

Mas uma película tentou fazer um filme de ação nos moldes dos blockbusters americanos sem vergonha de abraçar os clichês do gênero. O resultado? Segurança Nacional: no mínimo, uma comédia involuntária.

Welcome to the jungle.

Procurando lógica no absurdo

A premissa básica do filme não é complicada, apesar de completamente inverossímil. Um traficante colombiano, de saco cheio com a eficiente vigilância do SIVAM , resolve usar armas de destruição em massa para desestabilizar o país. Para resolver a pendenga toda temos Thiago Lacerda, uma mistura de James Bond, Duro de Matar e Jack Bauer.

Mas é nos detalhes que a coisa fica ainda melhor:

Tela Classic style

Os diálogos parecem dublados de um filme americano, então temos a oportunidade de ver Thiago Lacerda falando coisas como “o inimigo foi neutralizado” e “Exército brasileiro, parado!” entre outras coisas jamais faladas na vida real.

Typecasting

O presidente brasileiro é representado pelo Milton Gonçalves, numa clara alusão ao Morgan Freeman em Impacto Profundo.

Somente um presidente como Morgan Freeman pode acariciar um muro e sair impune.

O sul é o meu país

O filme tem uma injustificada obsessão por Florianópolis. (Talvez nem tanto) O personagem de Thiago Lacerda mora na cidade e o segundo alvo dos terroristas é o Palácio do Governo de Santa Catarina. Olha, eu sou de Florianópolis e a única coisa que faria alguma falta se fosse explodida é a casa do Guga Kuerten.

Cara, cadê a ação?

Talvez o mais decepcionante nesse filme de ação, seja a ausência de sequências de ação. A única perseguição de carros no filme é tão sem graça que lembrou a fórmula 1 narrada por Cleber Machado.

Imagina a festa.

Mas essa galera também só sabe reclamar, hein?

Nesse momento você deve estar achando que só vou falar mal sem dar uma solução para o cinema de gênero brasileiro. Caro, leitor, você não poderia estar mais equivocado.

A salvação está nas biopics de superação. No Brasil o que mais temos são figuras que superaram a miséria para brilhar. Temos um “A procura da felicidade” em cada esquina.

E o primeiro filme não poderia ser outro que não o PROJETO DE WILL SMITH SOBRE O NALDO. Repassem até chegar no Globo Filmes.

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