Soy loco por ti, Libertadores da América

Começar a acompanhar seu time do coração num dos melhores momentos de sua história, como eu com o Grêmio multicampeão entre 1994 e 1997, é uma felicidade. Um sentimento que parece que nunca terminará – apesar do profético aviso de meu pai.

Por outro lado, além da descoberta que, assim como a vida, o futebol é composto de fases, os anos gloriosos deixam o torcedor mal acostumado. Eu, pelo menos.

Um dos efeitos colaterais foi desmotivar-se com competições menores – o que não significa que eu não siga acompanhando, claro, mesmo que de longe em algumas ocasiões.

Mas o tesão mesmo está nos grandes torneios. No meu caso, especificamente, em um: a Taça Libertadores da América, o maior campeonato de futebol do continente americano. Competição sob a qual giram algumas de minhas maiores memórias futebolísticas.

Começando ao lado dos meus pais, com quem assisti in loco o Grêmio vencer a primeira partida da final contra o Atlético Nacional (COL), em 1995, nas sociais de um Estádio Olímpico lotado – na semana seguinte, festejamos o bicampeonato.

Anos depois, quem passou a compartilhar comigo esta paixão pela Libertadores foi minha avó, companheira de centenas de jornadas futebolísticas. No estádio (estádios, na verdade, Olímpico e depois Arena) ou em casa.

Logo mais, na virada de quarta para quinta-feira, inicia mais uma participação do Grêmio na Taça Libertadores da América, no México. E lá estarei, junto com minha avó (e quem sabe outros familiares) à frente da televisão para torcer.

Coisa bem boa.

Foto: Gremio.net