Roma, 12 de julho de 2016

É ridiculamente fascinante como me recupero de desilusões carnais…

Ontem, minha noite resumira-se em um teatro de beijos e tesões de mentira.

Hoje, enquanto caminho e observo as águas do Tibre, sinto que estou recuperado! Louco para transar, cheio de vida, conscientemente desperto para experimentar novas desilusões, novas perdas, utopias, promessas vazias que não e nunca irão se concretizar.

Sim! Estou recuperado!

Berro para os quatro ventos, para os transeuntes, para as estátuas dos césares na Via dei Fori Imperiali, para as sete colinas que margeiam a antiga e eterna fascista Roma.

Recuperado! Pronto para me erguer dos escombros como cubanos dançando mambo”.

Rio Tibre, Roma