Um pequeno ensaio sobre fidelidade…

Em um relacionamento um contrato social é firmado. A quebra de qualquer contrato social que seja o torna um canalha. Seja caguetando o amigo ou roubando a namorada do irmão. Existem diversos tipos de contratos, pra todos os gêneros, opções e preferências. As cláusulas são decididas entre os membros deste relacionamento. É muito importante deixar claro essas cláusulas, inclusive a que rege a quebra deste contrato. A infidelidade é justamente isso, a quebra do contrato de um relacionamento amoroso.

Exemplo, em um determinado relacionamento o principal alicerce é a monogamia. Só se pode ter um único e exclusivo parceiro amoroso. Caso contrário, estará sendo infiel ao seu companheiro.

Mas em um relacionamento mais aberto, por exemplo, a infidelidade acontece quando ele tem outro parceiro sem avisar previamente.

Nesse quesito não existe certo ou errado, cada macaco no seu galho.

Mas rasgar esse contrato(seja qual for) caracteriza trazer sofrimento para o próximo. Ou para os próximos. Até mesmo considerando toda uma família.

É aí que entra a compaixão. O sentimento em sentir tristeza na tristeza alheia.

Também não teria como falar de fidelidade sem falar de instinto. Aquele sentimento animalesco que nos faz agir inconscientemente. Não que seja algo ruim. Na maioria das vezes não é. Como comer por exemplo, é um instinto que temos para sobrevivermos.

E o que pode impedir o instinto? A moral. A liberdade entre escolher seguir ou não seu instinto. É isso o que nos diferencia de um mero animal.

O desejo é um instinto. É algo que vem para todos nós, não tem como negar (A não ser que você tenha algum problema de saúde, como uma disfunção hormonal, é claro). Instintivamente você irá se sentir atraído por outras pessoas e a moral faz com que nos controlemos(ou não).

Em um panorama puramente egoísta a infidelidade acontece quando o instinto se sobressai a compaixão. Quando a sua necessidade de autossatisfação é maior do que o que você vai sentir em deixar outras pessoas magoadas. É justamente uma balança mesmo. As vezes tem mais instinto, as vezes menos compaixão.

Ou seja, quando a pessoa trai ou ela assume que perdeu a batalha entre a moral e o instinto, tornando-o um mero animal. Ou simplesmente não se importa com o sofrimento do próximo, um completo canalha.