Couto, seu texto é muito bom, mas achei forçada a comparação do carro com o filtro. Você não acha que na dinâmica atual do mercado automobilístico, existem alguns fatores inerentes a ela que ajudam a compor o custo de ter um carro próprio (como, por exemplo, a diferença entre um carro de luxo da Chevrolet e um BMW no Brasil. Ainda que a mecânica de um seja mais evoluída do que a do outro, o fato de ser um BW leva esse valor às alturas), que não se aplicariam a uma dinâmica de mercado onde metade (tô considerando o raciocínio do seu texto) do mercado consumidor do serviço de transporte opte pelos Ubers da vida?
Considerando que esse 50% esteja mais preocupado com a finalidade mais nuclear de se ter um veículo à disposição (locomoção), não achas que toda a dinâmica de produção automobilística seria revista para que compense alugar carros em vez de tê-los, equiparando (na pior das hipóteses) o custo de 5 anos de carro próprio com o custo de 5 anos de aluguel de carros (Uber; Google Car; Táxi; Localiza, tudo isso no bolo)?
Obs: concordo que isso faria com que o custo de se ter um carro póprio, caso a pessoa opte por continuar a tê-lo, seria elevado por essa lógica da diminuição da produção elevar o custo unitário, mas acho que seu ponto foi comparar o aluguel de filtros ao de carros (me corrija se eu entendi errada. ;)