#36daysoftype e Retratos em Linha

Gustavo Estevão
Jun 9, 2017 · 4 min read
@fixgu

Um dos motivos que me levou a tornar-me freelancer foi a liberdade criativa e autonomia sobre os projetos. Durante quatro anos trabalhei no Estúdio Miron, onde aprendi muito sobre design de móveis, modelagem 3D, organização de projetos e apurei meu senso estético, mas já no terceiro ano de trabalho grande parte do conteúdo já tinha sido absorvido, eu já tinha me formado e do nada, me vi inserido em um mercado de trabalho brutal, frenético e sem alma.

Antes mesmo de começar o quarto ano de trabalho no estúdio eu já havia conseguido alguns freelas que fazia em casa nas minhas horas vagas o que me deixava muito feliz, eles começaram a se tornar a minha válvula de escape criativa, onde eu conseguia ser eu mesmo, tomando minhas próprias decisões e o melhor, começar a divulgar o meu trabalho. Mas é aí que começou o “problema”.

Os trabalhos freelancer começaram a se tornar constantes e muito mais desafiadores para mim e isso fazia com que eu pensasse neles durante todo o dia, tipo quando você está apaixonado por alguém, mas só que ao invés de gastar dinheiro, você ganha.

Durante este meu último ano de trabalho no estúdio muitas coisas foram perdendo o significado e outras ganhando, e a vontade de me tornar autônomo foi crescendo cada vez mais, foi então que em Dezembro de 2016 fui contratado para fazer o redesign da marca de uma grande empresa de Ubá, a TCIL, e como se já não bastasse também me contrataram para desenvolver uma marca infantil do zero. Junto do meu amigo designer Pablo Gabriel fizemos o trabalhos e isso me deu muita confiança para seguir meu próprio caminho.

E assim foi.

Naquele mesmo mês, saí do estúdio com algumas economias e fui me jogar no mercado, com convicções próprias e ideias de quem acabou de chegar e até hoje, poucos meses depois, isso já vem dando frutos. Eu sou muito grato às pessoas que me ajudaram e me ensinaram a me tornar um profissional melhor.

Mas porque eu contei toda essa história? E esse título? Porque não falei nada sobre o Instagram ainda?

Lembra sobre a liberdade criativa?

É aí que tudo se encaixa.

Eu sempre fui um curioso, de desenho, de novas técnicas de faze-los digitalmente, um rato das vídeo aulas, totalmente auto didata quanto se trata de softwares, como Adobe Illustrator, Adobe Photoshop e Indesign. A criatividade, vontade, desassossego e tempo se tornaram os elementos perfeitos para o meu laboratório, onde comecei a me arriscar em técnicas e estilos diferentes criando periodicamente o que me vinha a cabeça, despejando tudo o que ainda não tinha feito, mas precisava fazer.

Com bastante conteúdo pronto, eu precisava de uma plataforma para divulgar esses projetos pessoais, foi então que vi no Instagram a oportunidade de divulgação rápida, e o melhor, alí havia um público interessado neste conteúdo.

Durante meses divulguei marcas, letterings e illustrações que foram bem comentadas e apreciadas por muitos, consegui clientes pelo instagram e aprendi também com outros profissionais.

Hoje, dois projetos estão em andamento por lá, #36daysoftype e Retratos em Linha. O primeiro é um projeto de tipografia que visa explorar a criatividade no desenho de letras e números. No segundo, desenho retratos de figuras famosas no mundo, em sua maioria figuras que me inspiram, tais como Freud e Nietszche.

#36daysoftype & Retratos em Linhas

Espero que tenham curtido o post, se ficarem interessados podem me seguir no Instagram @fixgu. Não esquece de assinar o feed do blog e do Medium também, assim você não perde nada do que passar por aqui.

Espero os comentários de todo mundo. xxx

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