L.R.P.C — Logos recusadas por clientes #1

Gustavo Estevão
May 26, 2017 · 3 min read

Um dos projetos de marca mais recentes que desenvolvi foi o da empresa de móveis de madeira Árvore de Minas, um projeto que eu ja olhava com bons olhos desde o ano passado quando o cliente veio me procurar e perguntar o que eu achava dos produtos e o que poderia ser feito para que a empresa começasse a ser vista de forma profissional por lojas, vendedores e revendedores.

Sempre que começo um projeto, vejo a importância de me comunicar com o cliente de forma clara, mostrar que além de profissional, sou uma das pessoas que vai contribuir para que a sua empresa venha a obter sucesso. As conversas vão desde a história da empresa até os gostos pessoais do empresário, passando pelo conhecimento do local de trabalho e por aí vai…

Este específico projeto levou mais tempo para ser desenvolvido do que a maioria dos que faço, já que o cliente vinha tendo dúvidas quanto a assuntos internos da empresa junto de seu sócio.

O papel do designer é juntar as informações passadas pelo cliente, e segui-las para que seja possível chegar no conceito e no desenho da nova marca. Por isso a importância da conversa é crucial. Se o cliente não sabe o que quer, é papel do designer mostrar para ele caminhos a seguir alinhar-se às estratégias da empresa, chegar em um ponto comum.

Pois bem, depois de algumas conversas, alguns meses se passaram, o nome foi definido pelo próprio empresário, e aos poucos fomos dando início a etapa de pesquisas e desenvolvimento de ideias.

Apresentei inúmeras ideias e conceitos diferentes. A dúvida é normal por parte do empresário, afinal de contas é o trabalho da vida dele e nada pode dar errado, a marca deve perdurar para sempre, ou durante longo tempo.

O designer que fez bem o trabalho de pesquisa e entendeu a necessidade do cliente, consegue quase prever a alternativa que poderá vir a ser aprovada. Quase sempre, no meu caso, eu acabo me envolvendo sentimentalmente com o meu trabalho, uma coisa normal para quem ama o que faz, eu acredito. Este amor pode influenciar ou não na decisão do cliente, e pode ser perigoso, pois a empresa não é minha e por mais que eu entenda da empresa do cliente, não tenho o direito de escolher por ele, seria um erro gigantesco da minha parte e da parte do próprio cliente.

As informações são enviadas para o designer o tempo todo do projeto, do início ao fim, alguns pontos o cliente só consegue deixar claro no final do projeto, na escolha da marca e assim foi nessa ocasião.

Abaixo está uma das alternativas que ele não aprovou, mas que me envolvi sentimentalmente e também a alternativa escolhida.

A moral da história Árvore de Minas é que o gosto e o estilo do designer pode e deve influenciar no desenvolvimento da marca, obviamente o clientes te procurou por gostar dos seus trabalhos, mas cuidado, o briefing deve ser seguido, entendido e discutido com o cliente, sem isso a marca se transforma em um desenho estilizado, o que tem o seu valor, mas que não vem ao caso quando a discussão é desenvolvimento de uma marca.

MARCA APROVADA
MARCA APROVADA
CONCEITO DA MARCA

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