Inbound marketing: tendência ou modismo marketeiro?

Essa semana li um artigo sobre Inbound Marketing que chamou minha atenção. Ele foi escrito por Marcelo Lombardo, da Omiexperience. Concordo e discordo de vários pontos citados no texto. Mas o que realmente vem ao caso é tratar realmente do que o inbound marketing já trouxe de resultados e se ele vai vir para ficar como mais uma estratégia de comunicação perene das empresas.

Para quem não sabe, o Inbound Marketing não é tão novo assim. Nos Estados Unidos ele já vem sendo utilizado como uma metodologia paralela as ações de outbound. Mas onde raios está a diferença? Vamos a explicação:

Outbound: táticas de marketing que oferecem o produto ou serviço ao consumidor através de anúncios interruptivos e intrusivos. A esperança é que através de estudos de audiência e demografia, os consumidores irão aceitar esta interrupção e se interessar pelo anunciado. Exemplo: banner display em um portal ou um filme de 30’ na TV.

Inbound: é uma abordagem holística, onde o foco não é a interrupção mas a permissão do consumidor para o impacto. Neste lado da moeda, só nos comunicados com a audiência através de canais aos quais ela nos deu permissão para tal. Exemplo: lista de assinantes de uma newsletter ou um post em uma mídia social.

A definição me atrai e me interessa e, para mim, trabalhar com táticas de inbound está longe de ser uma furada e um puro modismo. Então não, o Inbound Marketing não morreu. Não morreu por que ele não se resume a um simples ebook escrito pelo estagiário, ele é mais. O conceito da estratégia está em se comunicar na hora certa, no lugar certo, para as pessoas certas e, mais importante, com as permissões certas. Não é nenhuma novidade que o consumidor a cada dia mais troca os meios tradicionais pela internet por um simples fato: ele pode escolher o que consumir de conteúdo. E não pense você que a rejeição a propaganda tradicional é a única que cresce. Segundo a Hubspot, de 2015 para 2016 o crescimento de bloqueadores de anúncios em celulares cresceu 90%.

Ok, mas o objetivo não é denegrir o display e a mídia digital tradicional. Há maneiras corretas de trabalhar cada uma delas. Se houver um esforço necessário de planejamento e entendimento da jornada do consumidor os links patrocinados e a mídia display podem e devem ser poderosos aliados na promoção do conteúdo e na aquisição das permissões do consumidor. Os dados primários são aliados nesta estratégia (mas isso já é assunto para outro post).

Não quis aqui expor táticas ou defender uma ou outra ferramenta como sendo a melhor para fazer inbound marketing mas sim garantir que ele não está morto e, sim, é uma tendência. Tudo depende da sua resposta para a pergunta: você quer interromper ou ser relevante para o seu consumidor? A resposta, para mim ao menos, não é só mais uma modinha.

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