[RESENHA] Maximus Festival 2017

Em 2016, o Maximus Festival apareceu e foi ótimo. Como foi a sequência em 2017?

Nostálgico e mágico, a segunda edição do Maximus Festival se mostrou superior em vários pontos em relação ao ano passado, mas também alguns (poucos) pontos fracos. Esse ano cheguei mais tarde, evitando muvuca no trem e na entrada do festival; não tinha também nenhuma banda que me interessava no começo do line-up. Cheguei, fui ao bar beber e fiquei decepcionado que os copos personalizados da Budweiser estavam esgotados no momento; tive tempo de ver um pouco do Böhse Önkelz, que não era bom mas também não era ruim, enquanto buscava um espaço em frente ao Rockatansky Stage.

  • GHOST: pontualmente às 15:25, a intro "Masked Ball" soou no PAs, e um minuto depois e Papa Emeritus e seus Nameless Ghouls subiram ao palco com "Square Hammer", do novo EP POPESTAR. 4 anos depois de sua primeira passagem pelo Brasil, foi possível ver que a fanbase do Ghost cresceu bastante — eu vi eles em São Paulo em 2013 pela primeira vez no Brasil abrindo para o Slayer e o Iron Maiden e na época só eu e meus amigos cantaram suas músicas. Apesar de curto, o show foi muito energético e o público vibrou muito com os suecos, principalmente em Cirice, Ritual e Year Zero.

Acabado o show do Ghost, voltei ao bar para tentar pegar mais uma vez o copo personalizado, mas eles estavam esgotados denovo. Ponto negativo para a patrocinadora. Eu e os amigos que me acompanhavam fomos dar uma volta, ir ao banheiro e comer algo enquanto ouvimos o show do Rob Zombie de longe, por falta de interesse mesmo já que conheciamos apenas "Thunder Kiss 65". Terminada a comida (salgadinhos, já que o preço das comidas oferecidas pelo festival são um roubo), voltamos ao Rockatansky Stage para ficarmos até o fim do dia.

  • FIVE FINGER DEATH PUNCH: em sua primeira passagem por solos brasileiros, a banda americana era muito esperada por muita gente ali. Sem atrasos (e isso é padrão de todas as bandas que tocaram, ponto positivo para a organização), entraram logo de primeira "Lift me Up", agitando muito os que ali estavam. Muito saudados pelo público, o FFDP fez um show muito competente, com destaque para Ivan Moody que cantou igual as músicas nos discos da banda; destaque para quando ele chamou alguns fãs que estavam na grade para subir ao palco e participar da execução de "Burn MF". Para mim, o melhor momento foi a versão acústica de "Remember Everything" seguida de "Coming Down", que me emocionou de verdade. Resumindo, eu iria facilmente em outro show deles.
  • SLAYER: é bem verdade que o show do Slayer era bem previsível e sem surpresas. Já faz um tempo que o Slayer sobe ao pouco, troca poucas palavras com o público, toca seu set e vai embora, e isso é uma fórmula que funciona muito bem. Composto por apenas uma música nova e o resto todo por clássicos, o Slayer fez seu show costumeiro: veloz, violento e nostálgico. "Disciple", "War Ensemble", "Seasons in the Abyss", "South of Heaven", "Raining Blood" e "Angel of Death" fizeram a festa de todos os presentes.
  • PROPHETS OF RAGE: uma das bandas mais aguardadas do festival foi o Prophets of Rage, a reunião entre os 3 músicos do Rage Against the Machine com Public Enemy e Cypress Hill. Abriram o show com uma das duas músicas autorais do supergrupo, seguida por "Testify" e mais clássicos do RATM; o primeiro ato do show foi ótimo e empolgante, detalhe para o cover de "Kick Out the Jams" com o vocalista e guitarrista do Rise Against no palco. Entretanto, o show se tornou cansativo depois disso, principalmente com a medley de hip-hop desnecessária entre Chuck D e B-Real — eu até sentei de tão chato que estava, o que me salvou para o fim do show e aguentar o Linkin Park que viria a seguir. Depois da medley, vieram só as pauladas do RATM, e o show se fechava com "Bulls on Parade" e a melhor de todas "Killin in the Name", em que se abriu a maior roda da noite antes de explodir o final da música. No geral, é legal o show porém parece mais um supergrupo de covers.
  • LINKIN PARK: eu estava bem ansioso pelo Linkin Park, a banda que marcou a minha infância e foi a banda que me abriu as portas para o rock/metal. Abrindo o show com "The Catalyst", o público gritou e vibrou; a primeira surpresa foi a quinta música, o hino "One Step Closer" que normalmente fechava os shows da banda veio bem cedo no set-list, e agradou muito, mas por pouco tempo. Na próxima música, "Castle of Glass" tocaram apenas o começo normalmente e depois do refrão virou uma balada que deixou muita gente ali puta da vida e o público meio perdido; ninguém gostou dessa segunda surpresa. Foram apresentadas duas músicas do próximo disco da banda, que também não foram bem recebidas pelo público; na minha opinião, elas funcionaram melhor ao vivo do que as versões de estúdio, mas continuam sem graça e chatas. Depois de "New Divide" e "Breaking the Habbit", a terceira surpresa dividiu a opinião: tocaram "Crawling" em uma versão só com voz e piano; ficou legal e eu gostei bastante, mas também gostaria de ver a versão original. Depois foram só clássicos, em uma banda totalmente entrosada e Chester Bennington cantando muito, tanto na voz limpa quanto nos gritos — calou a boca de quem duvidava que ele conseguia cantar depois de anos gritando. Não posso deixar de comentar a performance de "In the End" em que a banda cortou o som e a voz durante o primeiro verso e deixou só o público cantar, que mostrou a força que o Linkin Park tem e conquistou nesses 17 anos de banda; "Faint", "Numb", "Papercut" e a última "Bleed It Out" deixaram o público maluco e gritando até o fim. Linkin Park sempre será gigante para uma geração.
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