Aos meus amigos (e masoquistas emocionais)

Precisamos deixar de questionar o motivo de não ter acontecido. Aceitar não é fácil, mas é um caminho. Reviver mentalmente o que passou é outro. Por vezes até seja difícil saber com o que ou quem contar; Além de nós, alguns poucos.

Somos os muitos que sofrem além do necessário, que não conseguem abandonar fácil um sentimento. Pensamos que nos falta justamente aquilo que perdemos, demoramos a largar a sensação de um toque, de um beijo, de um amor…

Talvez devamos pensar que “Não há nada fora de você que poderá te permitir ficar melhor, mais forte, mais rico, mais rápido ou mais inteligente. Tudo está dentro de você. Tudo existe. Não busque nada fora de si mesmo.” (Isso é Miyamoto Musashi, galera); E mesmo assim, seria difícil. A resposta está dentro, mas não é possível dizer porque aquilo vindo de fora faz tanta falta.

O sentimento de estar incompleto é o que nos toma conta, é o que nos faz, mesmo sabendo a resposta, buscar o que uma vez nos fez tão bem. Insistir, insistir e insistir…. Sentir a dor tão vividamente que parece que apenas o oposto dela pode te tirar desse estado em que você mesmo se colocou. Por mais que tenha perdido a vontade de comer, passado a dormir pouco, se afundado em algo que não te faz bem mas dá um mínimo de conforto. Dá pra sair dessa.

Você acredita em carma? Talvez devesse parar. Coisas boas acontecem com quem faz coisas ruins e coisas ruins com pessoas boas. Ás vezes tudo que podemos fazer é entender que toda a situação se resume a um ‘Pessoa certa, hora errada’. E não há nada que se possa fazer. Só aceitar as coisas como elas são.

E talvez ainda isso seja um apelo para mim, não uma mensagem para você, que se sente assim como eu. Ou para você, a quem desejo muita felicidade, mas que entenda o que ficou.

Por fim, vamos nos permitir sentir o amor e a dor, nem que precisemos insistir na dor até que se torne insuportável, mas nunca deixar de dar uma chance para o amor, que é a melhor coisa que nós somos capazes de fazer. #TedMosby

Por isso, não pare de viver, por favor.