Por Que a Previdência Privada é Tida Como Um Investimento Ruim no Brasil?

Situações Geral e Particulares de um Problema que tem Solução

A Previdência Privada voltou a ser foco no debate econômico familiar, depois do fantasma da Reforma da Previdência reaparecer.

Este artigo ambienta sobre a nossa cultura pouco previdente, expõe nosso pior inimigo e evidencia os 10 erros mais comuns de quem faz uma previdência privada.

1. Situação Geral

A Falta de Cultura

No final da década de 70, a população brasileira não tinha o hábito de poupar.

Além disso, já era de tênue conhecimento que a Previdência Social não iria conseguir pagar todos os futuros aposentados nos anos vindouros - o que está bastante explícito hoje.

Mesmo assim, a população brasileira mantinha-se teimosa no hábito de não poupar…

Foi então que o Governo Militar entrou em jogo e passou a subsidiar empresas que estimulassem a prática da “poupança forçada” entre seus funcionários, com o objetivo estratégico de criar uma cultura mais previdente.

Dessa maneira, as grandes empresas começaram a promover a cultura da poupança forçada, um pouco a contra-gosto do populacho.

Com o passar do tempo, este conceito começou a ser parcialmente aceito e uma pequena parte da população, de fato, aprendeu a poupar e transformou isso num hábito.

Essa parcela da população passou a ficar interessada no crescimento do seu patrimônio e, naturalmente, passou a ver com bons olhos os planos de previdência privada.

2. 1ª Situação Particular

O Problema dos Bancos

Indo direto ao ponto: os bancos tem como o objetivo o lucro.

Portanto, vão cobrar caro para administrar ou intermediar o seu dinheiro.

Se você tiver muita verba para poupar, o banco irá te cobrar relativamente pouco - o que já será muito!

Para se ter uma idéia, uma aplicação de R$ 500.000,00 com taxa de administração de 0,5%, rende ao banco R$ 2.500,00 ao ano.

O Banco vai ser “camarada” com você e lhe isentar de diversas tarifas já que, como cliente, já deu um bom lucro.

Entretanto, se você tem pouco dinheiro - o nosso caso, o banco vai aumentar a taxa de administração para poder transformar você num cliente mais lucrativo.

Uma aplicação de R$ 10.000,00, por exemplo, com taxa de administração de 2%, rende ao banco R$ 200,00 ao ano.

Além disso, o banco vai te taxar até as pregas para aumentar a lucratividade.

3. 2º Situação Particular

Falta de Conhecimento

Outra verdade: quanto menos conhecimento você tem de um produto financeiro, mais o banco irá te taxar.

A Previdência Privada é um dos produtos mais complexos e sofisticados que o mercado dispõe, uma espécie de hibridação entre investimento e seguro.

Devido a essa complexidade, poucas pessoas sabem realmente como funciona.

Pelo fato da previdência ser esse produto tão complexo, as instituições bancárias abusam na hora de taxar esse serviço, o que destrói a rentabilidade de qualquer plano.

4. 3ª Situação Particular

Conflito de Interesses

A Ordem do Dia nos bancos é “Vender Previdência Privada”.

Logo, se você for pedir um bizú de investimentos ao seu gerente, é bem provável que ele te recomende uma Previdência Privada.

Existem dois problemas: (1) ele pode te vender um produto com baixa rentabilidade ou (2) ele pode te passar o produto errado.

Darei um exemplo: uma das vantagens da previdência privada é a possibilidade de abatimento do imposto de renda.

Se você fizer uma previdência do tipo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), que se pode ser abatido do imposto de renda, mas não fizer o abatimento na sua declaração, terá um prejuízo enorme no futuro! E isso não é explicado!

Já vi muitos camaradas fazerem planos de previdência do tipo PGBL sem terem as mínimas condições de obter esse abatimento fiscal e que estão correndo o risco de amargarem enormes prejuízos quando forem para reserva.

5. 4º Situação Particular

Decisões Irracionais

Ao “acordar para realidade” e se deparar com um plano de previdência com rentabilidade ridícula, tem-se a sensação de ter sido enganado.

A primeira reação é a de sacar tudo e colocar em outro investimento, como Tesouro Direto, por exemplo.

Entretanto, sabemos que qualquer ação tomada no calor das emoções pode levar a resultados indesejáveis no futuro.

Assim, a decisão de sacar uma previdência privada em endamento e ir para outro investimento, tem que ser pensada com calma.

Suas decisões tem que levar em consideração a otimização da rentabilidade, a segurança e o bem estar de sua família no futuro: você tem que saber o que está fazendo.

6. Conclusão… ou Missão!

Evitar os Erros Mais Comuns!

Como disse acima, a previdência privada é um produto complexo e o desconhecimento que temos desse tipo de serviço financeiro é o nossa principal flanco exposto. Além disso, uma orientação equivocada pode levar a prejuízos enormes no futuro.

Por isso, você deve conhecer os 10 erros mais comuns cometidos por quem inicia uma previdência privada. São eles:

  • ERRO 1: FAZER PREVIDÊNCIA PRIVADA SEM OBJETIVOS
  • ERRO 2: SÓ FAZER PREVIDÊNCIA PRIVADA
  • ERRO 3: ACHAR PREVIDÊNCIA PRIVADA SEGURO
  • ERRO 4: ESCOLHER O PLANO ERRADO
  • ERRO 5: ESCOLHER A FORMA DE TRIBUTAÇÃO ERRADA
  • ERRO 6: IGNORAR A TAXA DE CARREGAMENTO
  • ERRO 7: IGNORAR A TAXA DE ADMINISTRAÇÃO
  • ERRO 8: DESCONHECER O FUNDO EM QUE O PLANO INVESTE
  • ERRO 9: NÃO MUDAR DE PLANO
  • ERRO 10: FAZER PREVIDÊNCIA PRIVADA EM SEU BANCO

Estes são os capítulos do livro digital 10 Erros Mais Comuns que as Pessoas Cometem na Previdência Privada, da BizzInvest. É gratuito e eu recomendo.

Você pode acessar ele através desse link: http://2sol.co/10pv.

Por fim, espero que as informações passadas lhe tenham ajudado a esclarecer uma pouco mais sobre esse assunto, que certamente passará a fazer parte cada vez mais de nossa realidade como militares, da ativa e da reserva.


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