gustav gobetti
Aug 24, 2017 · 2 min read

23/9/2006 ou PRIMAVERA

sinto falta do que não conheço
procuro em fotos, gavetas e e-mails
e do mesmo nunca esqueço
por anos traumatizado, hoje estou melhor
meio triste, meio quebrado
e naquele dia comum como qualquer outro, fui marcado
mas aquele dia é único, muito importante
e para todo o resto, imensamente insignificante
mais uma vez, a primavera voltou, mas diferente
concretizou o sonho e Alberto Caeiro, de morrer na primavera
para que ela chorasse por ele
e desse jeito, matou um jovem príncipe
que depois apenas se arrastou pelas terras desérticas
no lugar dele, surgiu um ser
talvez uma mutação, um erro, uma sombra
vivendo atrás de outros, um comensal de sentimentos
procurando por momentos, ainda que ínfimos de amor e atenção
ó, minha querida amiga Morte
hoje, com meus pequenos cacos colados
percebo que ela em si nunca é dolorosa
não se passa de nada mais, nada menos que um grande sono
morte é estatística. solidão é a maior tragédia.

e eu, sem ele, estou sozinho.


Primavera

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti

Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo, meu amor

Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)

Meu amor
Hoje o céu está tão lindo…

)

    Written by

    obsidiólogo.

    Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
    Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
    Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade