Dívida de R$ 5000 = R$ 26 mil em um ano? Fuja dessa!

Vamos pensar o seguinte: a situação apertou e você não vai conseguir pagar todas as suas contas até final do mês.

O que você faz? Usa todo o limite do cheque especial? Utiliza o rotativo do cartão de crédito? Ou recorre a um empréstimo em seu banco?

Fazer a escolha correta pode evitar que um empréstimo de R$5000,00 se transforme em R$ 26.850,75 no período de apenas um ano.

Você deve estar pensando “Não é possível que se eu emprestar R$5000,00 hoje, daqui um ano essa mesma dívida será de mais de 26 mil reais” Pois bem, digo a você que SIM, é possível.

Para fazer esses cálculos, consideramos os seguintes pontos:

  • Crédito: Cartão de Crédito Rotativo
  • Valor emprestado em 08/08/16: R$ 5000,00
  • Taxa de juros: 438,10% ao ano (Taxa média disponibilizada pelo Banco Central)
  • Saldo devedor em 08/08/2017: R$ 26.850,75

Além do cálculo dos juros pagos no rotativo do cartão de crédito, fizemos também uma simulação de outras linhas de crédito tradicionais, vamos conferir:

Analisando a imagem acima, podemos perceber claramente que quem escolhe a linha de crédito errada paga muito mais. Muitas vezes nem percebemos que estamos pagando tão caro quando parcelamos o cartão de crédito.

Isso acontece porque o valor total dos juros é diluído nas pequenas parcelas mensais que pagamos e também porque a dívida cresce de forma exponencial por conta dos juros compostos.

Os juros compostos podem ser uma armadilha para quem está endividado, pois eles são calculados sobre o saldo atualizado da dívida. Por exemplo: Você tem uma dívida de R$ 1000,00 com juros de 15%, no primeiro mês paga R$150,00 e já no segundo mês o juro é calculado sobre R$ 1150,00 e não sobre R$ 1000,00 que é o valor inicial da dívida.

IMPORTANTE: Na imagem apresentada, consideramos que nenhuma parcela foi paga durante esse período de um ano e fizemos uma média de todas as taxas de juros disponibilizadas pelo Banco Central.

Ok, agora você já viu que os juros de cartão de crédito e cheque especial são os mais caros, certo? Então o que fazer a partir de agora? Isso é o que vamos mostrar a seguir.

O que fazer com minhas dívidas?

Anote em um papel ou planilha todas as suas dívidas, faça esse levantamento de quanto você deve e priorize o pagamento das dívidas que tiverem a taxa de juros mais alta. A explicação é que a taxa de juros determina a velocidade do crescimento da dívida.

Se por algum motivo você precisou utilizar essas linhas de crédito mais caras (cartão de crédito e cheque especial), priorize o pagamento delas antes das outras dívidas, pois assim você estará deixando de pagar juros exorbitantes aos bancos e estará cuidando de forma inteligente do seu bolso

Negocie suas dívidas

Depois de organizar e priorizar as dívidas mais caras, é o momento de partir para a negociação. Do mesmo jeito que você está louco para se livrar da dívida, seu credor também está muito interessado em receber, dessa forma, a negociação fica muito mais fácil. Vá até o banco onde possui essa dívida e tente negociar essa dívida por uma que você consiga pagar.

Uma dica interessante nessa negociação com os bancos é cuidar para “não dar um passo maior que a perna” e assumir um compromisso que você consiga cumprir, pois caso você assuma parcelas que não dê conta de pagar a tendência é de aumentar a dificuldade em uma nova renegociação.


O intuito hoje foi tentar conscientizar você de que é preciso tomar cuidado quando for pegar dinheiro emprestado, existem muitas ciladas que podem prejudicar seu bolso e atrapalhar suas finanças.

Espero que tenha gostado e não deixe de compartilhar esse conteúdo com seus amigos também. Ah, caso queira saber mais, temos um Minicurso gratuito chamado “Como se livrar das dívidas em tempos de crise” é só clicar AQUI para acessar.

Originally published at meubolsoazul.com.br on August 08, 2016.