Bonde das onze

Maderite e barro;

Seu delegado bate a porta;

Segura o cigarro, sua mira esta torta;

Sai do forno às 5h da manhã;

Roubo e assalto vejo de monte;

Seu Maruã dirige meu bonde;

Chego em casa;

Meu filho some;

Essa é a praga que corrói

o suor do homem;

Seu delegado grita por Junior;

Se esconde no quarto com ferro e prumo;

Morto na cama, ele grita:
-Pai! Pai! Pai!

Cadê minha birita?

De trás das grades;

no banco do trem;

Feliz dia dos pais,

Pra quem finge que tem.