O que você vai fazer hoje com todo esse 2018?

Em 2017, dedicamos muito do nosso tempo a vislumbrar futuros.

Cada novo diálogo e descoberta traziam uma nova gota de esperança ao oceano abundante.

Nos permitimos imaginar e coletivamente nos perguntar “e se?”.

Mas também tivemos que questionar muito do que as tecnologias exponenciais apontavam como caminhos sólidos.

Mudanças socioeconômicas, políticas e culturais. As linhas que dividem o utópico e o distópico nunca foram tão sutis.

Interregno. Períodos nos quais os monarcas haviam sido mortos, mas a revolução que traria sua sucessão ainda não havia se firmado. Portanto, o reino do meio.

Para Zygmunt Bauman, é comum em períodos de interregno que saibamos o que não queremos mais, mas ainda não saibamos exatamente o que queremos depois.

Ou, melhor, não sabemos integralmente como colocar em prática o que queremos.

No espírito do nosso tempo, segundo o Google, 2017 foi o ano em que mais nos perguntamos “como”?

Foi em Agosto que ouvi pela primeira vez uma retrospectiva sobre o ano que passou. Uma startup contando de seus feitos no ano que chegava ao fim. Ao fim?

Depressão e ansiedade como doenças da nossa época. Depressão como excesso de passado. Ansiedade, excesso de futuro.

E se nos permitíssemos, antes de vislumbrar o próximo futuro, materializar o que vislumbramos ontem, neste dia de hoje que temos como presente?

O início e fim de cada ano são uma convenção. Algumas centenas de rotações ao redor da terra completam um ciclo ao redor do sol.

Nesse sentido, poderíamos usar como ponto de partida também o solstício de inverno, 21 de dezembro, ponto em que estamos mais distantes do sol.

O ano astrológico começa em Março, no Equinócio da Primavera, porque esta é a data que assinala o renascimento da Natureza, o início de um novo ciclo.

No calendário chinês, o ano do cão começará em 16 de fevereiro de 2018, que considera os ciclos solares e lunares, uma data diferente a cada ano.

Para os Maias, cada ano terminava no nosso dia 24 de julho e só recomeçava no dia 26.

Dia 25 de julho é, então, o dia fora do tempo. Oportunidade de reciclar, recomeçar, recarregar as energias, liberar o que já não é mais preciso, agradecer por tudo que foi recebido no período anterior em todos os aspectos, bons ou ruins, pois terão sido importantes aspectos do nosso aprendizado e evolução para o que está por vir.

Cada dia de nossa existência são 24 horas, com 60 minutos cada. 1440 minutos de oportunidades de começar a colocar em prática o que acreditamos.

O que esperar para 2018? Minha sugestão é: não perca tempo esperando e comece a colocar em prática. Ainda que timidamente.

A vida não é prova de 100 metros rasos. É maratona.

Exige fôlego. E em muitos momentos parece que nada acontece. Nesses momentos acredite no futuro, mas acredite ainda mais no seu potencial de realizar esse futuro.

Comece.

Sabemos o porquê que nos move rumo ao futuro.

Acreditamos no impacto positivo. Em um mundo colaborativo. Distribuído. Aberto. Abundante. Exponencial.

Mas o que você vai fazer hoje com todo esse 2018?