Um sábado de novembro

O dia não parece tão perto de terminar, mas tive que aproveitar a vontade de escrever.

Abri os olhos as sete da manhã, mas é muito cedo para um sábado. Fechei-os então, e eles foram abertos novamente as… 10 ou 11? Por aí.

Ainda deitado na cama, me senti levemente angustiado, talvez só. Isso melhorou assim que levantei, escovei os dentes e comecei a pensar de que seria feito meu sábado.

Deixe o café passando, abri meu Mac e comecei a fazer meu freela, que está em atraso. Isso durou até pouco antes do meio dia.

Fui, então, buscar minha calça do jiu jitsu que havia rasgado. No meio do caminho encontrei um cachorro, quiçá um beagle, bem velhinho.

Como eu esperava o semáforo fechar para atravessar a rua, parei para fazer carinho no cachorro que estava com a guia amarrado ao poste.

Algumas passadas de mãos em seus pelos, e uma voz ecoa: “Ele não está sozinho não. Eu só vim aqui na relojoaria.”.

A senhora de quase 70 anos tratava-o como uma verdadeira mãe. Eu ri e disse que só estava fazendo carinho. Perguntei a idade dele e ela falou que ele já tinha 16 anos. Me fez lembrar do Floquinho.

Busquei a calça com o simpático Geraldino, e na volta passei pela feira de sábado. É incrível como as piores frutas da feiras ainda são incomparavelmente melhores que as melhores frutas do mercado. Saí de lá com dois cachos de banana prata e um quarto de melancia.

Voltei pra casa e continuei a fazer meu freela. Até a hora que me deu fome, quando eu resolvi esquentar um pouco do arroz e fritar o que tinha de fígado. Ah, como é bom um fígado de vaca bem temperado e mal passado!

Deitei no sofá para comer, e resolvi assistir algo no netflix. Foi quando eu lembrei que havia começado um filme ontem a noite e, pra variar, dormi antes do primeiro tempo.

Dama Dourada/Woman in Gold. Logo fui lembrando do começo do filme que consegui assistir ontem.

Basicamente se trata de uma judia que nasceu na Áustria, Maria Altmann. Após a morte de sua irmã, ela começa a ir atrás de um quadro que fora roubado pelos nazistas na época do holocausto. Esse quadro nada mais é do que o Retrato de Adele Bloch-Bauer, sua tia, do famoso Gustav Klimt.

O filme é sensacional em todos os sentidos. Me fez lembrar do Colecionador de Lágrimas, livro que li recentemente, com um tema bem próximo.

A atuação da incrível Helen Mirrer, a Maria, me fez lembrar um pouco da dona Judith.

Além disso, foi legal ver o ator Daniel Brühl no filme, o mesmo ator que interpretou o lendário Niki Lauda em Rush.

Eu ri, me diverti, aprendi e chorei. Casou perfeitamente com meu sábado.

A melancia e banana estão ótimas. Nunca as encontraria no mercado.

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