E aí, como estamos?

“Ontem, incapaz de escrever uma palavra sequer. Hoje não foi melhor. Quem me salva?”, escreve Kafka em seu diário no ano de 1914.

Já era. Vamos ter que encerrar nosso contrato. A mãe dele tá com um câncer no cérebro. Hoje eu apresento, não sei que hora. Porque você tá sofrendo? Até parece que amor é isso. O problema não é não ser legal, é não ser excepcional. Não vai sumir de novo, por favor. Isso é muito louco, esse cara adivinhou tudo, será que eu tenho dinheiro? O meu primeiro desafio foi ver minha filha partir. É que eu sou muito pragmática pra ficar inventando uma vida que não existe. Já estou velho demais, na verdade estou sozinho. Claro que podemos conversar. Me desculpe, não estou conseguindo fazer muita coisa. Não é que eu não tenho concentração, eu não tenho interesse. Vou embora, assim amanhã cedo não preciso lidar com você, nem você comigo. Está sendo menos traumático do que eu pensava. Estou muito orgulhosa de você.

Você tem que pensar se quer mesmo isso. Eu, na verdade, não tenho opção. Como se corta um sentimento?

Marco Stifel, Xuhui, 2012, Acrylic and Oil Paint and Photography-Collage, Mixed media on canvas,30 x 90 cm

Não se pode ter tudo nessa vida. Nada me empolga. Eu sou uma mulher, eu tenho meus desejos. Aonde você tá indo? A vista é linda. Eu conheço um cara que toma café sem açúcar, povo doido. Amiga, acorda. Apoios sem ambiguidades. Eu não vou fazer ele de bode expiatório. Me sinto um fantasma. É brutal. Deixa eu lembrar, você é… Fernanda? Teria esse projeto como prioridade. Usa o Google agenda. Você pode apresentar pra nós o texto? Leia Barthes por Barthes para saber sobre fragmento. Te passo o orçamento ainda hoje. Já mandei os documentos para a advogada. Isso é preciosismo da parte dele.

Vixe, fia, cê vai ter que fazer uma ressalva no documento, tem que voltar na empresa. Será que a gente é cínico? Ou só não sabe direito como agir?
É por isso que eu venero você com todo meu coração. E eu tive aquela sensação meio mística de que te conhecia há tanto tempo. Jura que não me odeia? Ao acaso me movo, mas tudo se conecta. Fui até lá e voltei. Eu não sou um robô, isso é um ritual vazio. O pior é achar que estamos acima disso.
Sei lá o que vai acontecer.

Proponho que Margo Glantz, para produzir a autofiguração de um “eu borrado”, constrói uma prosa fragmentada, característica que se contrapõe às metanarrativas totalizadoras e identidades essencializantes. A formação do eu fragmentado (assim como a prosa), espectral, em movimento, como um vulto é, paralelamente, um caminho que se contrapõe ao das autofigurações praticadas originalmente na América Latina, onde escrever uma autobiografia foi, por muito tempo, considerado um momento para
se inserir, se projetar a um privilegiado lugar social.

Mais uma semana de mudança, carreto e que tais. Ele não era gay? Nossa, mano, juro que eu pensei em ti agora!!! Eu tenho yoga mas acho que queria beber. 
Eu preciso me organizar, comecei por comprar remédio de verme. Nada anda com outros seres lhe habitando.
Realmente não confio em nada vindo desse sujeito. Ainda não sei quanto vão me pagar. Meu tempo não rende. Acho que somos lindas existencialistas. Você ainda me ama? Obrigada, me ajudou muito. Nóis.

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