Festival inspirado no SXSW abre formulário para quem deseja palestrar

01. Que festival é esse?

O Hack Town é um festival de criatividade e inovação bem inusitado. Inspirado pelo texano SXSW, ele acontece em uma cidade de apenas 40 mil habitantes no sul de Minas Gerais, chamada Santa Rita do Sapucaí (talvez o polo tecnológico e de startups mais surpreendente do mundo). E reúne, em locais ainda mais inesperados, como botecos, restaurantes e até garagens, palestras em áreas que vão da tecnologia à economia criativa, do universo das startups ao mundo da música, das novas tendências em alimentação a assuntos incomuns como ufologia e astrologia. Tudo rolando ao mesmo tempo. É um hub que une frentes diferentes que, quando conectadas, resultam em projetos e negócios de impacto. Na última edição, foram mais de 150 palestras, debates e workshops em 3 dias de atividades, para um público de cerca de 1.500 pessoas, de 93 cidades diferentes (de todas as regiões do pais).

O projeto Pulso, site especializado em festivais, resumiu bem o potencial do evento: “Embora assumidamente inspirados pelo SXSW, o Hack Town pode e tem potencial para ser um festival muito mais interessante que o festival texano”.

02. Como enviar minha proposta?

Para ampliar essa diversidade, a organização preparou uma novidade para a edição 2017, que rola entre 07 e 10 de setembro: abriu uma oportunidade para profissionais que desejam palestrar no Hack Town. É só preencher um formulário, acessado neste link. Será aceita apenas uma proposta por pessoa.

IMPORTANTE: Não se trata de um concurso. É apenas um mecanismo para que a organização descubra novas possibilidades que vão além do seu alcance direto. O preenchimento deste formulário é apenas um mapeamento, e não uma garantia de participação. A partir dele, um grupo vai avaliar as opções e parte do lineup será construído com base nisso. Os palestrantes que entrarem para a programação terão direito à participação em todas as atividades incluindo o badge para um(a) acompanhante, sem custo, além de um auxílio para transporte. E ficam responsáveis pela hospedagem própria e alimentação, se necessário.

03. Por que vale a pena palestrar no Hack Town?

Primeiro, será uma ótima oportunidade de compartilhar ideias em locais inusitados, de forma bem intimista, ao lado de gente incrível. Em 2016, por exemplo, palestraram no Hack Town pessoas como: Jesper Rhode (coordenador da Hyper Island), Thiago Delfino (Head de Consumer Insights no Google), Alessandra Oliveira (ex-jogadora da Seleção Brasileira de Basquete e da WNBA). Luciano Freitas (‎co-responsável pela implementação do AirBnB e do Uber no Brasil), Claudio Olmedo (criador do Projeto One Dollar Board), Vitor Lentini (Gerente do time de desenvolvimento de produtos em Watson Health na IBM), Hebert Mota (sócio do NaCena, maior estúdio musical da América Latina / empresário de nomes como Max de Castro e Seu Jorge), Gustavo Giglio (sócio do Update or Die), Dany Quiteque (criador do Wake-up Angola), Rodrigo Arnaut (Esconderijo das Crianças / Era Transmídia), Sheyna Adamo (produtora musical na SAA Produções Multiculturais), Renato Valente (Country Manager da Telefónica Open Future & Wayra), Grazi Ventura (Fotógrafa e publicitária, idealizadora do projeto Ciclos do Feminino), Daphne Karla (modelo internacional), Arthur Calefe (Diretor de Estratégia da R/GA), Dario Dal Piaz (Head of Product Partnerships no Facebook), Carla Link (criadora do projeto Talking City), Daniel Bacchieri (criador do StreetMusicMap), Diogo Rodriguez (criador do Me Explica), Maria da Paz Melo (Professora em escolas da rede municipal de Santa Rita do Sapucaí que conquistou o Prêmio Professor Nota Dez, da Fundação Victor Civita), entre diversas outras.

Além do formato pouco convencional, o Hack Town tem outros dois pontos de alto impacto para que compartilha ideias. Primeiro, como ele tira as pessoas do seu habitat natural das grandes cidades e leva para uma cidadezinha pequena e aconchegante, mas que tem, de verdade, a inovação e a criatividade na sua essência, a conexão entre pessoas flui com mais facilidade, e o nível de networking impressiona. Ao palestrar, você vai se conectar com muita gente relevante, de forma muito mais intensa. Além disso, proporciona a conexão entre o ‘fora do eixo’ e o ‘eixo’, no que diz respeito à presença enorme de profissionais de grandes centros e de gente inovadora e criativa de centros menores. O propósito do Hack Town, aliás, é conectar gente inovadora e democratizar esse conteúdo.

Para assistir às palestras do Hack Town, aliás, é necessário comprar o badge, que começará a ser vendido em abril pelo site oficial. Só que o preço costuma ser infinitamente mais acessível do que as tradicionais convenções de inovação e criatividade, justamente para que o propósito mencionado se torne realidade. Por todos esses motivos, os ingressos são bem limitados e costumam se esgotar rapidamente.