Percepções e inspirações sobre o Hack Town

Por Luis Zaquera, planner na Ogilvy Healthworld

Como é quando se misturam angustia e euforia? Não sei descrever, mas foi assim que me senti ao ter que escolher entre as inúmeras e incríveis atrações do Hack Town, uma bateria de palestras e shows que aconteceu no último sábado em Santa Rita do Sapucaí — MG.

Meu fim de semana seria mais um, em casa, no videogame. Justo. Mas acabei mudando de rumo por conta de um convite do amigo Sergio Barros, que seria um dos palestrantes e iria falar sobre processo criativo, tema que me interessa por conta do pré-projeto de mestrado.

Ao todo assisti seis palestras, escolhidas a dedo e com certa dificuldade entre outras tantas que acabaram ficando de lado. Não tenho a pretensão de resumir o que vi e ouvi, apenas dividir os pontos que mais me chamaram a atenção, inclusive vindos de fora do evento.

Começando por ai, os momentos mais marcantes foram as conversas sobre as conversas, que aconteceram nos intervalos e após o evento. Parece que é ensinando que se aprende, pois foi ao tentar construir algo em cima do que ouvi que pude, enfim, entender que (ao menos para mim), mais do que trazer novos conteúdos, o intuito do evento era mobilizar. E eu fui mobilizado…

Pelo Sergio Barros, a descobrir o lado da cidade que só se vê sob duas rodas.

Pelo Diego Rezende, a avançar no momento em que a gente pensa, será?

Pelo Emanuel Spyer, a relacionar instinto, intuição, desejo, memórias e valores.

Pelo Mateus Iglesias, a saber o que priorizar ao construir um documentário.

Pelo Tadeu Brettas, a permitir-se ser mais leve e brincalhão durante o trabalho.

E por fim, a turma (Renato, Iracema, Luis e Gilberto) que falou sobre o futuro da alimentação, que me ajudou a entender que a mudança mora dentro de quem a busca. Basta agir.

Só tenho a agradecer a todos vocês… E em especial à equipe que organizou esse trem todo. Que venham os próximos!