Voluntários do Hai África se reúnem em São Paulo

I Encontro de Voluntários do Hai África

Espaço inspirador, boas ideias, muito amor e vontade de fazer a diferença no mundo: foi exatamente assim que aconteceu o I Encontro de Voluntários do Hai África.

O Hai vem crescendo e se consolidando a cada dia. A maior prova disso é o envolvimento de cada vez mais pessoas nesses dois anos de história. E no último sábado, 20 de maio, cerca de 30 voluntários do Hai África se reuniram em uma tarde de muito aprendizado e troca de ideias no Brain, em Pinheiros.

O encontro já começou com um momento de interação. Os voluntários puderem se conhecer apresentando uns aos outros por meio de um crachá que continha o nome, o sentimento, a área do voluntário e o que ele desejava para o Hai.

Depois de um tempo de silêncio e mediação, foi a vez da Mariana Fischer, fundadora do Hai África, contar um pouco sobre a fundação do projeto, que nasceu após uma reflexão dela ao ver a situação das crianças no Quênia e perceber o quanto poderia contribuir para transformar a vida delas partindo de pequenos gestos.

Em seguida foi a vez da Maíra, nossa pedagoga, falar um pouco sobre a realidade do continente africano e sobre a Pedagogia Waldorf, que vem sendo implementada no Hai África. Maíra ressaltou que ainda se existe uma ideia muito negativa e estereotipada da África e que as muitas etnias existentes no continente acabam sendo tratadas como única (só no Quênia, por exemplo, são mais de 45 etnias).

Maíra também falou sobre a importância da educação e explicou o conceito da Pedagogia Waldorf aos voluntários. Para ela, a educação é o melhor caminho para emancipar as pessoas. “A Pedagogia Waldorf educa para a liberdade. O professor não está lá só para passar conteúdo, mas para ser exemplo. Entendemos que cada aluno é único e no comportamento infantil descobrimos quem ele é”.

O último tema abordado nas apresentações foi o voluntariado. A Paula, que integra o time do Hai, mostrou um mapeamento do voluntariado no mundo, falou os mitos e verdades do trabalho voluntário e destacou alguns pontos importantes para os voluntários, como a necessidade de engajamento e comprometimento com a causa.

Por último, uma dinâmica colocou os voluntários em mais um momento de interação. Divididos em grupos, a proposta foi desenvolver soluções para uma ação futura do Hai. Foram tantas ideias legais que fica cada vez mais fácil afirmar: o Hai África é muito mais forte com a participação de todos!