Combate a aviofobia por meio de Jogos.

https://www.riskassur-hebdo.com/

“Atenção, senhores passageiros! Retornem suas poltronas à posição vertical, verifiquem a posição da mesa e apertem os cintos, pois já vamos decolar!” Mais de 7 milhões de pessoas no Brasil sentem o sangue gelar e as mãos suarem ao ouvir as instruções dos comissários de bordo avisando que a aeronave está prestes a levantar voo. A maior parte, inclusive, nunca terá chance de ter essa experiência, pois simplesmente se recusa a pisar em um aeroporto. Os portadores de aviofobia representam, em média, 6,5% (7 milhões) dos 109 milhões de pessoas que viajam todo ano de avião no país.

Segundo uma postagem de Juliana Champi no site mochileiros ela retrata como é sofrer com esse surto e relata como é sua experiência com aviões : “ É um medo específico: decolar. O resto eu encaro com relativa tranquilidade desde que o avião aparente estar parado, sem uma mexidinha sequer. Se ele dá uma mexidinha, eu já acordo, coração acelera, suo frio. Entro, me sento, me amarro, fecho os olhos, tampo os ouvidos (pra não ouvir os barulhos), proíbo meu filho, marido e até o papa de falar comigo e encosto a cabeça no banco da frente pra não ver nada. Suo frio, quase desmaio, tremo, fico sem ar, e meia hora depois… relaxo.”

Estudioso do vício em games, Nabuco desenvolveu uma ferramenta virtual com o uso de óculos 3D acoplado a um programa simulador de voo. A engenhoca reproduz passo a passo todas as fases de uma viagem de avião, desde o check-in até a passagem pelo raio-x, enfrentamento de turbulências e, finalmente, a saída da aeronave. “O paciente fica sentado em uma poltrona de avião que oscila com os comandos e emite sons. O sistema vai monitorando os sinais vitais do passageiro virtual, que é exposto a todas as fases do voo até que consiga superar o medo”, diz o professor, lembrando que os games usados como base para a saúde mental já foram testados para tratar o medo de altura, com 100% de êxito, segundo o especialista.

http://sites.uai.com.br/

A principal diferença em relação à chamada terapia de exposição, em que o paciente fecha os olhos e é orientado a reviver as cenas que teme, é que o equipamento permite controlar a ansiedade por meio do manete, ou joystick. “Isso evita que eles desistam antes de atingir o mais alto grau de fobia. Quem tem muito medo costuma paralisar, o que o impede de atravessar todas as barreiras imaginárias”, afirma o professor, lembrando que a maioria dos fóbicos manifesta quadros anteriores de ansiedade e ataques de pânico.

Alguns fatos que manifestam esse tipo de reação nos passageiros é a associação a acidentes que já ocorreram com alguém que conhecia ou com reportagens. Um bom exemplo é a Juliana Rodrigues que assistiu a reportagem do acidente de 31 de outubro de 1996, onde a aeronave que realizava o voo TAM 402 teve problemas em um reversor e caiu sobre uma área residencial da cidade, matando 90 passageiros, seis tripulantes e três pessoas em terra. Juliana não perdeu nenhum parente ou amigo na tragédia, mas o acidente a afetou profundamente: “li muito sobre os detalhes do desastre e a história das vítimas, e aquilo me deixou muito assustada. Era como se tivesse morrido alguém da minha família”, conta ela.

Para muitas pessoas se basear em fatos que ocorrem no dia a dia pode passar a ser uma barreira para enfrentar diversas atividades que parecem simples para muitas pessoas e que para outras acaba sendo um dilema a ser vivenciado.

Sites de consulta: http://www.mochileiros.com/tenho-medo-de-voar-o-o-t94471.html

http://www.medos.com.br/medo-de-andar-de-aviao/

http://viagem.uol.com.br/noticias/2013/03/26/para-perder-medo-de-voar-fobicos-enfrentam-ponte-aerea-e-sessoes-de-psicologia.htm